VÍTIMA FATAL

Policial é investigado por atirar na cabeça de motociclista, em Guarujá

Agente alega que disparo foi acidental; crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (6), e morte de Ruan Corrêa foi confirmada a tarde

Ruan Corrêa teve ferimento na região temporal esquerda (lateral da cabeça) - Reprodução/Guarujá Mil Grau
Ruan Corrêa teve ferimento na região temporal esquerda (lateral da cabeça) - Reprodução/Guarujá Mil Grau


Um motociclista morreu após perseguição policial, no bairro Pae Cará, em Guarujá, na madrugada de quinta-feira (6). Ruan Corrêa Arruda da Silva, de 22 anos, teria sido baleado na cabeça por um policial militar de 28 anos, que o perseguia por empinar a moto. Depois do disparo, Ruan perdeu o controle do veículo e colidiu contra um carro estacionado.

Nossa equipe teve acesso ao boletim de ocorrência, no qual dois policiais afirmam que a perseguição começou porque um grupo de motociclistas, alguns sem capacete, empinava os veículos e fazia manobras perigosas. Ao ver os agentes, o grupo teria se dissipado em diferentes direções; Ruan foi perseguido pelos policiais e, ao entrar na rua Waldemar Lopes Ferraz, a arma de um dos PMs “disparou acidentalmente de fora da viatura”, segundo o registro.

Logo após o tiro, o jovem perdeu o controle da moto e bateu em um carro estacionado; a força do impacto foi tão grande, que ele foi arremessado contra a parede de uma casa, como é possível perceber no vídeo enviado à reportagem. No BO, ainda consta que Ruan, diferente de outros membros do grupo, estava de capacete.



O jovem teve uma perfuração “na região temporal esquerda” (lateral da cabeça). Na primeira edição do boletim de ocorrência, os policiais disseram que o ferimento foi causado pela queda, pois Ruan teria batido a cabeça. Posteriormente, o policial de 28 anos teve sua condição alterada para “investigado”, devido ao tiro que disparou.

O registro ainda diz que os agentes acionaram o Samu assim que desceram da viatura e perceberam a gravidade do ferimento; Ruan foi encaminhado ao hospital Santo Amaro, mas a morte foi confirmada no início da tarde. A moto estaria com o licenciamento vencido. Já a arma usada foi para perícia juntamente com um carregador e uma munição íntegra.

A reportagem tentou contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para apurar se o ferimento na cabeça de Ruan foi causado pelo tiro, porém, não obteve retorno até o momento desta publicação. O caso foi registrado como queda acidental/homicídio, na Delegacia de Polícia do Guarujá.    



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