CRIMINALIDADE NO CARNAVAL

Polícia prende quadrilha e captura celulares roubados em bloquinhos de carnaval

Parte dos aparelhos foram apreendidos e devolvidos aos donos; criminosos aproveitam muvuca para furtar aparelhos em bando

Da redação
Publicado em 14/02/2023, às 17h36

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Parte dos aparelhos foram apreendidos e devolvidos aos donos Criminalidade durante carnaval - Divulgação Polícia Civil
Parte dos aparelhos foram apreendidos e devolvidos aos donos Criminalidade durante carnaval - Divulgação Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo, por meio da 1ª Delegacia Seccional (Centro) e do 4º Distrito Policial (Consolação), prendeu três homens, de 23, 28 e 33 anos, e uma jovem, de 21, por furtos de celulares, no último domingo (12), na área da Consolação, região central de São Paulo.

Durante operação para coibir a criminalidade durante as festividades de carnaval, a Secretaria de Segurança Pública do estado informou que os policiais abordaram o autor do crime, de 33 anos, antes dele passar a catraca que dá acesso ao transporte público. Com ele, foram encontrados quatro aparelhos celulares que não eram seus.

As vítimas compareceram à delegacia e reconheceram seus telefones. No total, uma quantia em dinheiro, quatro celulares, documentos e cartões foram apreendidos.

Ainda de acordo com a SSP, em seguida os agentes abordaram o restante da quadrilha no hall social de um condomínio. Eles estavam sendo monitorados desde quando saíram de um bloco. No total, foram apreendidos 12 celulares.

Parte dos indiciados são de origem estrangeira, de países da América Latina. Os casos foram registrados pelo 4º Distrito Policial (Consolação).

Como agem os criminosos

Qualquer instante de desatenção da vítima já é suficiente para os criminosos roubarem. De acordo com a Polícia Militar, cada assaltante tem uma função específica dentro do bando. Normalmente, os criminosos andam no meio da multidão, escolhem suas vítimas e agem rápido.

“O modus operandi deles é na força física. É na agressividade e supremacia de força. Três ou quatro roubam uma pessoa e rapidamente já passam para essas quadrilhas”, explica o tenente-coronel da Polícia Militar, Francisco Lannes Vieira.

Os ladrões, em alguns casos, atuam sob encomenda. Há ainda os intermediários, que levam os aparelhos para limpeza de dados, os técnicos, que apagam os registros, e os vendedores, que recebem os telefones para repassar ao mercado.

“Fica um alerta para a população. Quando alguém é roubado, muitas vezes as pessoas se grudam no indivíduo. Tentam fazer uma reação. E a gente recomenda que não faça isso porque há uma quadrilha em volta e há relatos que a pessoa quando acha que alguém vai ajudar, é o contrário. Vem mais quatro ou cinco mais agressivos e acabam fazendo lesão nessa pessoa”, diz o tenente-coronel Vieira.

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