Cochabambas

Polícia Federal realiza operação contra falso médico

Falso médico atuou por anos, inclusive, em unidades de saúde públicas


Da Redação
Publicado em 12/11/2019, às 11h38 - Atualizado em 23/08/2020, às 20h48

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Reprodução/PxHere
Reprodução/PxHere


A Polícia Federal cumpriu sete mandados de busca e apreensão em uma operação que visa endereços ligados a um falso médico que, apesar de também ter um mandado de mandado de prisão preventiva em âmbito federal, já está preso. Segundo a polícia, as investigações sobre o suspeito, que atuava no interior de São Paulo, iniciaram em 2018. Nesta terça-feira, 12, foram cumpridos sete mandados em Santa Luzia D¹Oeste/RO, Rolim Moura/RO e Ji-Paraná/RO.

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O inquérito foi instaurado para a investigação de crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa, exercício ilegal da medicina e estelionato contra a administração pública. O intuito da operação, denominada Cochabambas, é a verificação de outros envolvidos e a apreensão de materiais relacionados aos crimes. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares e documentos.



A polícia revelou que o falso médico utilizava documentos de um médico de Rondônia, por isso conseguiu obter uma inscrição secundária no Cremesp, constituir empresa e, por vários anos, prestar serviços para prefeituras do interior de São Paulo. Neste período, ele obteve contraprestação de, ao menos, R$ 8 milhões. De acordo com a Polícia Federal, o falso médico atuou por anos em cidades como Itapeva, Tatuí, Itapirapuã Paulista e Itararé (SP).

O nome da operação faz alusão à cidade da Bolívia onde o falso médico teria feito parte de um curso de medicina.

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