FEMINICÍDIO

Polícia detalha o que aconteceu no caso do corpo dentro de mala no litoral de SP

Vestígios de sangue humano em um dos cômodos da casa e confissão do companheiro encerraram caso que chocou moradores de Praia Grande

Polícia detalha o que aconteceu no caso do corpo dentro de mala no litoral de SP
Suspeito cometeu o crime e mostrou onde estava a arma do crime - Divulgação Polícia Civil


O caso da mulher encontrada morta dentro de uma mala, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, chegou ao desfecho com a confirmação da autoria do crime. A Polícia Civil concluiu, na quarta-feira (10), que a vítima, identificada como Jane de Araújo Lima, de 46 anos, foi assassinada pelo companheiro, de 49 anos, que já possuía histórico de violência doméstica.

A vítima foi identificada como Jane de Araújo Lima, de 46 anos - Reprodução/Polícia Civil
A vítima foi identificada como Jane de Araújo Lima, de 46 anos - Reprodução/Polícia Civil

A investigação começou na quinta-feira (4), quando crianças encontraram a mala em um terreno baldio do bairro Ribeirópolis. Os menores abriram o objeto e se depararam com o corpo da vítima; alguns adultos foram chamados e entraram em contato com policiais militares.



A identificação da vítima foi por meio do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), que utilizou tecnologia papiloscópica avançada pelo sistema LEAD/AFIS. O reconhecimento deu início a uma sequência de diligências para localizar o responsável pelo crime.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande. A perícia realizada na casa do suspeito, com uso de luminol, encontrou vestígios de sangue humano em um dos cômodos, onde os investigadores apontaram a tentativa de limpeza para apagar evidências do crime.

Além das provas técnicas, testemunhas e informações complementaresreforçaram a suspeita contra o companheiro da vítima. O Ministério Público acatou o pedido de prisão temporária feito pela Polícia Civil, medida que foi autorizada pelo juiz do Júri local.



No interrogatório, o acusado negou participação, mas acabou caindo em contradições. Pressionado pelas evidências, confessou o crime em detalhes. Após a colaboração tardia, a faca usada para assassinar a companheira foi localizada dentro de um muro de tijolos. (Veja vídeo abaixo).

A investigação apontou que o feminicídio foi motivado por conflitos conjugais. O acusado já havia sido alvo de medidas protetivas em decorrência de episódios anteriores de violência contra a companheira.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi conduzido de forma sigilosa e com discrição. A prisão foi realizada sem divulgação prévia, o que preservou a integridade da apuração e garantiu a segurança dos envolvidos.



Ainda de acordo com a Polícia Civil, "este caso não apenas evidencia a brutalidade de um crime de feminicídio, mas também exalta o comprometimento e a competência da Polícia Civil paulista, que, mesmo diante de um cenário de horror, transformou pistas dispersas em uma narrativa clara e precisa, devolvendo à sociedade a resposta que ela tanto esperava: justiça".

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