OPERAÇÃO HELMINTOS

Polícia Civil mira núcleo do PCC suspeito de lavar R$1 bilhão no litoral de São Paulo

Esquema envolve compra de imóveis, exploração de quiosques e financiamento de agentes políticos; quatro suspeitos tiveram prisão decretada


Redação
Publicado em 03/09/2026, às 08h45

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Lateral de viatura da Polícia Civil em via pública
Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra lavagem de dinheiro - Divulgação/Polícia Civil


A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Helmintos para desarticular um núcleo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo criminoso é suspeito de lavar cerca de R$1 bilhão oriundos do tráfico de drogas e de exercer forte influência sobre atividades econômicas e políticas na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo.

Conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), ação atua em residências, comércios, empresas e em um setor da administração municipal. As buscas ocorrem em Praia Grande e Guarujá, além dos municípios de Santo André e Santana de Parnaíba.

De acordo com as investigações, a estrutura criminosa é formada por lideranças da facção, operadores financeiros e testas de ferro (donos de fachada). A apuração policial identificou quatro frentes principais de atuação do bando:

  • Lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários de alto padrão;
  • Controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande;
  • Suspeitas de favorecimento em procedimentos licitatórios municipais;
  • Financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos, indicando uma tentativa de ampliar a influência da facção sobre o Executivo e o Legislativo.

No decorrer da apuração, a Justiça expediu mandados de prisão temporária contra quatro suspeitos apontados como líderes e operadores do esquema. A medida incluiu também o bloqueio de contas e investimentos, além do sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

Segundo o governo do estado, as equipes trabalham para apreender documentos, registros financeiros, dinheiro em espécie, armas e aparelhos eletrônicos. O governo estadual ainda explica que o nome da operação faz referência aos helmintos, parasitas que se aproveitam do hospedeiro.

A escolha é uma alusão à forma considerada parasitária como o grupo atua sobre a economia local, prejudicando a livre concorrência. As investigações seguem sob sigilo.



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