Após atender a ocorrência, autoridades encontraram 1,3 tonelada de cocaína a bordo.

Uma quadrilha de piratas invadiu o navio Grande Francia, de bandeira italiana, e rendeu tripulantes estrangeiros, próximo do acesso ao Porto, na Barra de Santos, no domingo, 12. Autoridades da Marinha, Polícia e Receita Federal encontraram na embarcação 1,3 tonelada de cocaína em contêineres fechados. O caso será investigado para averiguar se o grupo criminoso embarcou a droga. Ninguém foi preso.
O navio da armadora Grimaldi estava na Fundeadouro 4, onde os cargueiros aguardam ancorados a liberação para acessar o cais e atracar em um terminal, quando parte da tripulação percebeu que, ao menos, quatro homens armados estavam no convés. O capitão pediu socorro em canal aberto de rádio depois de ser alertado por parte da equipe, que se refugiou na sala de comando.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que pelo menos 60 navios estavam no local, que possui 100 quilômetros quadrados de área. Nenhum outro reportou invasão naquele momento. O Núcleo Marítimo da Polícia Federal (Nepom) e militares do Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste, da Marinha, foram acionados pela equipe da Praticagem de São Paulo. Devido as más condições marítimas, as autoridades não conseguiram atender a ocorrência.
Após duas horas de ação, os bandidos fugiram em uma embarcação rápida de alumínio, de cinco metros de comprimento. Logo pela manhã, o capitão informou às autoridades brasileiras que havia localizado dois contêineres abertos e revirados. Até a verificação do navio por equipes da PF e RF, não se sabia se tinha sido uma ação de roubo ou tentativa de contrabando. Em outros dois contêineres, foram encontradas 41 bolsas pretas, totalizando 1.322 kg de cocaína. A droga foi apreendida e o navio retido.
Outra ocorrência
Na madrugada de terça-feira, 7, câmeras de monitoramento flagraram narcotraficantes içando 1,2 tonelada de cocaína ao navio Grande Nigéria, também da Grimaldi. O entorpecente, com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica, foi apreendido e ainda não é possível afirmar se é os casos têm ligação.