DOWNTOWN

Operação contra lavagem de dinheiro para o crime organizado chega a Guarujá

Investigações, iniciadas por delegacia do Denarc em junho do ano passado, verificam a participação de empresas nacionais e internacionais no crime


Redação
Publicado em 25/08/2024, às 09h24 - Atualizado às 10h24

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Desde junho do ano passado, operação já prendeu 53 pessoas - Divulgação/Governo de SP
Desde junho do ano passado, operação já prendeu 53 pessoas - Divulgação/Governo de SP


A quinta fase da Operação Downtown, que investiga a participação de empresas nacionais e internacionais na lavagem de dinheiro para o crime organizado, cumpriu 31 mandados de busca e apreensão na sexta-feira (23). Além da capital paulista, a Polícia Civil também cumpriu mandados em Guarujá e Guarulhos, e em Londrina (PR) e Chuí (RS). A investigação é conduzida pela 4ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

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A Secretaria da Segurança do Estado de São Paulo (SSP) revelou que, até o momento, foram apreendidos documentos; dinheiro em dólar, euro e lira; celulares; computadores e uma moto de luxo. Além disso, foram realizados bloqueios de contas e ativos financeiros das empresas investigadas.



O secretário de Segurança Pública, Gulherme Derrite, explica: “A operação desta sexta é mais uma ação das forças de segurança contra o ecossistema financeiro do crime organizado. Com trabalho de inteligência e investigação, identificamos e bloqueamos contas de empresas que trabalham para a facção”.

Operação Downtown

A primeira fase da Operação Downtown foi realizada em junho do ano passado. Desde então, foram cumpridos 180 mandados de busca e apreensão — a maioria na capital —, e 53 pessoas foram presas. Foram apreendidos celulares, computadores, drogas, joias e mais de R$ 70 mil em dinheiro.

Na ação realizada em junho deste ano, com a participação de 400 policiais, 28 hotéis, usados para lavar dinheiro da facção criminosa, foram fechados. As hospedagens, que também funcionavam como local para armazenar entorpecentes, eram ponto de partida para as operações fraudulentas da facção, em uma espécie de “rede colaborativa” para dar aparência de licitude.



Com informações da SSP

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