CRIME AMBIENTAL

Multas por extração ilegal de palmito no litoral de SP superam R$ 7 milhões

Ação no Parque Estadual da Serra do Mar flagrou grupo em área de mata com armas, ferramentas e palmito juçara cortado, no litoral norte de São Paulo


Redação
Publicado em 22/04/2025, às 10h03

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Fiscais ambientais apreenderam palmito juçara cortado, ferramentas e armamento em área protegida - Divulgação/Polícia Militar
Fiscais ambientais apreenderam palmito juçara cortado, ferramentas e armamento em área protegida - Divulgação/Polícia Militar


Ação de fiscalização ambiental, no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, resultou em mais de R$ 7,5 milhões em multas por extração ilegal de palmito juçara (Euterpe edulis). A operação ocorreu na madrugada de quinta-feira (18), após denúncias anônimas sobre movimentações suspeitas na região.

Segundo as informações repassadas às equipes, um furgão teria deixado cinco pessoas em área de mata fechada. O veículo já era monitorado por envolvimento com atividades ambientais irregulares, o que levou à mobilização de agentes ambientais e vigilantes do parque para averiguação no local.

Após cerca de dois quilômetros de caminhada por trilha, os fiscais encontraram um acampamento improvisado com ferramentas de extração, alimentos e palmito juçara já cortado. Três homens foram encontrados no local e detidos. Outros dois conseguiram deixar a área antes da chegada das equipes.



Durante a inspeção, os agentes localizaram um rifle calibre .22 enterrado nas proximidades, com munições intactas e um cartucho deflagrado. A arma teria sido usada em um conflito anterior no local, segundo relato dos próprios detidos. Também foram apreendidos um tablete de maconha (114g), cinco unidades de palmito, facões, facas e utensílios de camping.

Infrações e penalidades

Com base na Resolução SIMA nº 05/21, foram aplicadas multas por corte de espécies protegidas e destruição de vegetação em área de preservação permanente. Cada envolvido foi autuado em R$ 1.505.600,00, totalizando R$ 7.538.000,00. Dois suspeitos não puderam ser notificados formalmente por ausência de registro no CPF.

O caso também foi encaminhado para a delegacia da cidade, com registros por associação criminosa e infrações previstas na Lei de Crimes Ambientais e no Estatuto da Criança e do Adolescente. Um dos detidos era menor de idade e foi liberado na presença de um responsável. A administração do parque e os órgãos de fiscalização destacaram que as ações contra crimes ambientais e infrações na área continuam a ser intensificadas para proteger a vegetação nativa e combater práticas ilegais em áreas de preservação.



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