Segundo a Polícia Civil, investigada anunciava imóveis inexistentes e enganava vítimas com depósitos antecipados via PIX

Policiais civis do 2º Distrito Policial de Santos, no litoral de São Paulo, prenderam no Rio de Janeiro, na terça-feira (26), uma mulher, de 35 anos, investigada por aplicar golpes conhecidos como 'falso aluguel' em cidades da Baixada Santista. A ação contou com apoio de equipes policiais do Rio Grande do Norte e do Amazonas.
Segundo as investigações, a mulher se passava por proprietária de imóveis anunciados em plataformas digitais de locação. O esquema consistia em induzir as vítimas a realizar depósitos antecipados via PIX ou transferência bancária. Após o pagamento, era marcada uma data para entrega das chaves, mas a falsa proprietária não aparecia.
As investigações tiveram duração de três meses e revelaram que os crimes eram praticados por uma associação criminosa organizada. De acordo com a Polícia Civil, o grupo dividia funções: enquanto a mulher presa no Rio de Janeiro era responsável pelas falsas postagens e negociações, outros integrantes, conhecidos como 'conteiros', como são chamadas pessoas que alugam contas bancárias para receber valores transferidos pelas vítimas.
Esses 'conteiros' foram identificados no Rio Grande do Norte e no Amazonas, onde a polícia também cumpriu mandados judiciais. Nas diligências, foram apreendidos documentos bancários e equipamentos eletrônicos que teriam sido usados para as práticas criminosas.
No bairro de Sepetiba, zona oeste do Rio de Janeiro, onde a investigada foi localizada, os policiais encontraram aparelhos eletrônicos que serão periciados. As autoridades apontam que ela era a mentora intelectual do grupo e já possuía antecedentes por estelionato, incluindo golpes do mesmo tipo e outros, como o conhecido 'Boa Noite, Cinderela', aplicado contra turistas, na capital fluminense.
A prisão foi formalizada na 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana (RJ), onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária. A mulher segue à disposição da Justiça. As identidades dos investigados não foram divulgadas.