Amigo do jovem chegou a levá-lo à UPA, mas ele não resistiu; crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (7) e suspeita está foragida da polícia

Uma mulher de 23 anos está foragida da polícia, apontada como suspeita de ter assassinado o companheiro, de 25 anos, a facadas, em um bar de Guarujá, litoral de São Paulo. O jovem, identificado como Igor Nicolucci, chegou a ser socorrido por um amigo, mas não resistiu aos ferimentos; o crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (7), em um bar no bairro Jardim Primavera.
Policiais militares que patrulhavam o bairro relataram que viram dois veículos na contramão e em alta velocidade, o que chamou atenção dos agentes, segundo consta no boletim de ocorrência (B.O.). Os policiais saíram em perseguição, mas não conseguiram localizá-los. Pouco tempo depois, um dos veículos retornou e abordou a viatura.
O motorista do carro, um homem de 36 anos, amigo da vítima, disse aos policiais que levara Igor para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Guarujá, depois de ele ter sido esfaqueado pela sua própria mulher. Os policiais acompanharam o homem até a UPA, na qual confirmaram que Igor recebera atendimento médico, mas não resistiu.
Ainda em depoimento à polícia, o amigo relatou que, antes do ocorrido, ambos estavam no bar conversando. Igor se afastou para uma mesa próxima à janela para fumar. Nesse momento, a mulher da vítima chegou e, do lado de fora do estabelecimento, desferiu várias facadas em Igor, através da janela.
Igor ainda conseguiu se levantar e caminhar por alguns metros, mas logo caiu devido à gravidade dos ferimentos. O amigo tentou acionar o serviço de emergência, mas, diante da demora no atendimento, decidiu levá-lo ao hospital em seu próprio carro. Ainda segundo o amigo da vítima, a mulher de Igor desmaiou após o ataque, mas rapidamente se recuperou e conseguiu fugir.
Até o momento, a mulher permanece foragida. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as diligências continuam para esclarecer os detalhes do crime e encontrar a suspeita. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia Sede de Guarujá.