SEGURANÇA PÚBLICA

Morte em São Vicente aumenta índice de feminicídio na Baixada Santista e preocupa autoridades

Estatísticas nacionais apontam aumento da violência contra a mulher. Em São Vicente, vítima de 37 anos não resistiu a ataque de ex-companheiro na rua


Redação
Publicado em 17/07/2026, às 11h35

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Morte em São Vicente aumenta índice de femínicidio na Baixada Santista e preocupa autoridades
Ações conjuntas entre órgãos de segurança, assistência social e saúde buscam incentivar a denúncia precoce - Imagem ilustrativa/SSP


O Brasil e a Baixada Santista enfrentam um cenário alarmante de violência contra a mulher. Apenas entre janeiro e março de 2026, o país registrou 399 vítimas de feminicídio, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No litoral paulista, os números também preocupam as autoridades. Nos primeiros seis meses deste ano, a região contabilizou nove casos do crime.

O levantamento regional indica quatro ocorrências em Praia Grande, três em São Vicente, uma em Itanhaém e uma em Santos. Além desses registros oficiais de feminicídio, a polícia em Guarujá investiga um homicídio qualificado com ocultação de cadáver, que aguarda laudos técnicos periciais.

Para frear o avanço da violência, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) integra a rede de proteção às vítimas. A delegada Damiana Shibata, de São Vicente, ressalta a urgência de agir aos primeiros sinais de agressão.



Nós atuamos junto com os outros órgãos de proteção, como a assistência social e a saúde. Toda essa rede atua em conjunto para incentivar e divulgar a importância da denúncia o quanto mais cedo possível, para evitar esses finais que são terríveis", orienta a delegada.

Casos na região

O alerta das autoridades de segurança ganha força com o caso mais recente registrado na Baixada Santista. Paula Santos da Silva, de 37 anos, morreu após sofrer um ataque do ex-companheiro, na rua Tibiriçá, em São Vicente, logo após sair do trabalho, na noite de segunda-feira (13). O agressor a feriu com facadas. A vítima ainda tentou caminhar até a sua residência para pedir ajuda, mas não resistiu.

A Polícia Civil localizou e prendeu o autor em flagrante. Segundo Damiana Shibata, a prisão virou preventiva por determinação judicial. "Agora ele vai responder ao inquérito de feminicídio, cuja pena prevista é de até 40 anos", afirma a autoridade policial.

Outros episódios emblemáticos compõem a estatística regional recente. Em março, Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira perdeu a vida em Praia Grande, atacada pelo marido dentro de casa. Em janeiro, a empresária Bárbara Denise Folha de Oliveira foi vítima de feminicídio pelo ex-marido no interior de um apartamento em São Vicente.



*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.

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