FAKE MONSTER

Menor de São Vicente é alvo de operação por plano de ataque a show de Lady Gaga

Operação Fake Monster investiga grupo que disseminava discurso de ódio nas redes sociais e planejava ataque com explosivos no show em Copacabana


Esther Zancan
Publicado em 05/05/2025, às 09h09

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Computador, celular, HD externo, cartão de memória e videogame do adolescente de São Vicente foram apreendidos - SSP-SP
Computador, celular, HD externo, cartão de memória e videogame do adolescente de São Vicente foram apreendidos - SSP-SP


Um menor de 16 anos, morador do bairro Vila Jockey Clube, em São Vicente, litoral de São Paulo, foi um dos alvos da Operação Fake Monster, que investiga um grupo que disseminava discurso de ódio nas redes sociais e planejava um ataque durante o show da cantora Lady Gaga, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na noite de sábado (3). Os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos no sábado, em uma ação da Polícia Civil de São Paulo, em apoio à Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).

O adolescente de São Vicente confirmou aos policiais ser o responsável por perfis que publicavam mensagens de ódio, mas negou qualquer envolvimento com ameaças de atentado, inclusive, às relacionadas com o show de Lady Gaga. Foram apreendidos um computador, um celular, um HD externo, um cartão de memória e um videogame. O menor foi liberado na presença do pai, que acompanhou  a ação.

Os demais mandados, no estado de São Paulo, foram cumpridos nas cidades de Cotia e Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, resultando na apreensão de celulares, notebooks, videogames e outros dispositivos eletrônicos. O material será encaminhado para perícia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as investigações seguem para identificar outros envolvidos e esclarecer o alcance da atuação do grupo.



Segundo a PCERJ, o atentado seria cometido com uso de explosivos, como coquetéis molotov, e teria como principal alvo o público LGBTQIA+. O plano era tratado como um “desafio coletivo”, com o objetivo de obter notoriedade nas redes sociais. A Operação Fake Monster também identificou integrantes do grupo nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. 

Ainda de acordo com a PCERJ, um homem da cidade fluminense de Macaé também planejava crime relacionado à apresentação de Lady Gaga. Ele ameaçava matar uma criança ao vivo e responde por terrorismo e indução ao crime. A motivação seria de cunho religioso. Outro indivíduo, apontado como líder do plano, foi preso na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Ao todo foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.

Informação apurada pelo jornal O Globo diz que a equipe de Lady Gaga se manifestou publicamente, por meio de um comunicado enviado à revista americana The Hollywood Reporter. A cantora e seus profissionais não haviam sido informados previamente sobre qualquer ameaça e só tomaram conhecimento do caso após a cobertura da imprensa brasileira. O show de Lady Gaga em Copacabana reuniu mais de 2 milhões de pessoas. 



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