Caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (6), no bairro Japuí; investigado por dano e lesão corporal alegou legítima defesa para fugir de agressões

A Polícia Civil de São Vicente investiga uma confusão generalizada, que resultou no atropelamento de frequentadores na porta de uma casa de eventos, na madrugada de segunda-feira (6). Entre as vítimas atingidas está a cantora Rita de Cássia Silva Nascimento, de 26 anos, conhecida publicamente como MC Rita. Confira:
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O caso ocorreu na avenida Tupiniquins, no bairro Japuí. De acordo com o boletim de ocorrência ao qual o Costa Norte teve acesso, a Polícia Militar foi acionada para um suposto sequestro nas dependências de um estabelecimento. No local, as equipes constataram que se tratava de um grave desentendimento entre frequentadores.
Segundo o registro, um jovem de 25 anos envolveu-se em uma discussão motivada por questões relacionadas a mulheres que estavam no local. Após o desentendimento, o homem teria passado a ser agredido por diversas pessoas. Para intimidar os agressores, ele teria se apresentado como integrante de uma organização criminosa (PCC), circunstância que contribuiu para "acirrar os ânimos".
Na tentativa de fugir das agressões, o investigado entrou em um veículo Volkswagen Golf, que estava estacionado nas proximidades com as portas destravadas e a chave na ignição. Ao assumir a condução do automóvel para tentar escapar do linchamento, o condutor atingiu pessoas que estavam na via.
MC Rita e outro jovem foram atropelados na ação. Uma das vítimas relatou que tentou retirar o motorista do veículo para interromper a confusão, mas acabou atingida pela porta do carro que estava aberta e foi arrastada por uma curta distância antes da fuga do suspeito.
O dono do carro informou à polícia que parou o veículo apenas para tentar intervir na briga, momento em que o automóvel foi levado. As vítimas com lesões corporais foram socorridas por equipes de resgate e encaminhadas ao pronto-socorro central de São Vicente, onde receberam atendimento médico e foram liberadas após a emissão da documentação clínica.
O investigado também precisou de atendimento médico ambulatorial antes de prestar depoimento. Em sua versão apresentada à autoridade policial, ele alegou que agiu em legítima defesa.
O homem sustentou que foi injustamente abordado, ameaçado e perseguido pelos indivíduos, e que usou o veículo em um contexto de fuga por temer por sua integridade física e pela própria vida.
O caso foi registrado como dano, lesão corporal e legítima defesa na Delegacia de Polícia de São Vicente. Em despacho, a autoridade policial informou que, neste momento inicial, a versão do investigado indica fatores que podem sinalizar legítima defesa. Porém, existem dúvidas sobre a dinâmica exata, a proporcionalidade dos meios empregados e as circunstâncias que antecederam a briga.
A Polícia Civil determinou o prosseguimento das investigações para identificar e ouvir as testemunhas presenciais. O órgão também requisitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML), além de analisar as imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento e do entorno para esclarecer a origem do conflito.