INVESTIGAÇÃO

MC Rita é atropelada após briga generalizada em São Vicente

Caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (6), no bairro Japuí; investigado por dano e lesão corporal alegou legítima defesa para fugir de agressões


Redação
Publicado em 08/07/2026, às 15h58

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MC Rita é atropelada após briga generalizada em São Vicente
Confusão começou nas proximidades de um estabelecimento - Reprodução/Redes sociais


A Polícia Civil de São Vicente investiga uma confusão generalizada, que resultou no atropelamento de frequentadores na porta de uma casa de eventos, na madrugada de segunda-feira (6). Entre as vítimas atingidas está a cantora Rita de Cássia Silva Nascimento, de 26 anos, conhecida publicamente como MC Rita. Confira:

O caso ocorreu na avenida Tupiniquins, no bairro Japuí. De acordo com o boletim de ocorrência ao qual o Costa Norte teve acesso, a Polícia Militar foi acionada para um suposto sequestro nas dependências de um estabelecimento. No local, as equipes constataram que se tratava de um grave desentendimento entre frequentadores.



Segundo o registro, um jovem de 25 anos envolveu-se em uma discussão motivada por questões relacionadas a mulheres que estavam no local. Após o desentendimento, o homem teria passado a ser agredido por diversas pessoas. Para intimidar os agressores, ele teria se apresentado como integrante de uma organização criminosa (PCC), circunstância que contribuiu para "acirrar os ânimos".

Fuga e atropelamento

Na tentativa de fugir das agressões, o investigado entrou em um veículo Volkswagen Golf, que estava estacionado nas proximidades com as portas destravadas e a chave na ignição. Ao assumir a condução do automóvel para tentar escapar do linchamento, o condutor atingiu pessoas que estavam na via.

MC Rita e outro jovem foram atropelados na ação. Uma das vítimas relatou que tentou retirar o motorista do veículo para interromper a confusão, mas acabou atingida pela porta do carro que estava aberta e foi arrastada por uma curta distância antes da fuga do suspeito.



O dono do carro informou à polícia que parou o veículo apenas para tentar intervir na briga, momento em que o automóvel foi levado. As vítimas com lesões corporais foram socorridas por equipes de resgate e encaminhadas ao pronto-socorro central de São Vicente, onde receberam atendimento médico e foram liberadas após a emissão da documentação clínica.

Investigação

O investigado também precisou de atendimento médico ambulatorial antes de prestar depoimento. Em sua versão apresentada à autoridade policial, ele alegou que agiu em legítima defesa.

O homem sustentou que foi injustamente abordado, ameaçado e perseguido pelos indivíduos, e que usou o veículo em um contexto de fuga por temer por sua integridade física e pela própria vida.



O caso foi registrado como dano, lesão corporal e legítima defesa na Delegacia de Polícia de São Vicente. Em despacho, a autoridade policial informou que, neste momento inicial, a versão do investigado indica fatores que podem sinalizar legítima defesa. Porém, existem dúvidas sobre a dinâmica exata, a proporcionalidade dos meios empregados e as circunstâncias que antecederam a briga.

A Polícia Civil determinou o prosseguimento das investigações para identificar e ouvir as testemunhas presenciais. O órgão também requisitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML), além de analisar as imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento e do entorno para esclarecer a origem do conflito.

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