Morte de Ryan dos Santos Policarpo, de 14 anos, ocorreu em 28 de novembro de 2022, um dia após ele ser agredido pelo casal

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aumentou, por unanimidade, a pena da mãe e do padrasto condenados pelo homicídio de um adolescente com transtorno do espectro autista (TEA) não verbal no Guarujá, litoral de SP, em novembro de 2022.
Segundo o TJ-SP, a pena de Marina dos Santos da Silva e de Eric de Souza de Oliveira foi aumentada para 21 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A pena inicial, proferida em junho deste ano, era de 14 anos de reclusão para ambos.
A morte de Ryan dos Santos Policarpo, de 14 anos, ocorreu no dia 28 de novembro de 2022, um dia após o adolescente ser agredido pelo casal. Ele foi levado para a Casa de Saúde de Guarujá, onde deu entrada com múltiplas lesões. De acordo com o TJ-SP, a mãe e o padrasto do adolescente alegaram que a vítima havia caído do sofá.
Na decisão, o relator do recurso, desembargador Hugo Maranzano, disse que os réus “não demonstraram tristeza ou remorso ao saberem da morte”.
Na majoração da pena, o magistrado citou o uso de meio cruel para cometer o crime, o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, o fato de o crime ter sido cometido contra alguém debilitado e descendente dos réus e a apresentação de fraturas antigas que traziam dor à vítima e impediam sua locomoção.
Os desembargadores Airton Vieira e Marcia Monassi completaram a turma de julgamento, votando a favor.
O Costa Norte não conseguiu contato com a defesa do casal até o momento. O espaço segue aberto.