REPERCUSSÃO NACIONAL

Homem que matou a mãe no Guarujá para ficar com herança é condenado a 27 anos e seis meses

Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, matou Márcia Lanzana, de 44 anos, na casa onde ambos moravam no Sítio Cachoeirinha, em 21 de dezembro de 2020

Homem que matou mãe no Guarujá para ficar com herança é condenado a 27 anos e seis meses
Após três anos e seis meses foragido, Bruno foi preso em Belo Horizonte (MG), em 2024 - Reprodução/Redes Sociais


O Tribunal do Júri condenou a 27 anos e seis meses de prisão um homem que matou a própria mãe durante uma briga na casa onde ambos moravam, no Guarujá, litoral de São Paulo. 

Márcia Lanzana, de 44 anos, foi morta na noite de 21 de dezembro de 2020. O julgamento teve início no Fórum do Guarujá, na manhã da quinta-feira (16), e terminou por volta das 23h30 do mesmo dia.

Imagens de câmera de segurança interna divulgadas na época mostram o momento em que o homem matou a vítima por asfixia.



Os investigadores encontraram a câmera escondida dentro do forno da residência. Bruno cometeu o crime no quarto da vítima. Após o crime, o condenado tentou agir com normalidade e simulou uma situação de desespero no dia seguinte, comunicando a morte da mãe para familiares por telefone e informando sobre o caso em suas redes sociais.

Motivo fútil

Segundo o Ministério Público (MP), a motivação foi fútil: o condenado, formado em direito, não queria trabalhar e pressionava a mãe para que pagasse um curso de medicina e financiasse seus gastos com lazer. Diante da negativa, ele resolveu matá-la para herdar o patrimônio.

Após o crime, ele fugiu e permaneceu foragido por três anos e seis meses. Ele foi preso no dia 8 de julho de 2024, em Belo Horizonte (MG), após familiares fazerem buscas por conta própria e pouco tempo depois de o assunto ser tema do programa Linha Direta, da Rede Globo.

Ele foi condenado a 27 anos de reclusão em regime inicial fechado pelo homicídio e a mais seis meses por fraude processual por ter escondido a câmera de segurança no forno da casa. Ele não terá o direito de recorrer em liberdade.



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