Vítima de 41 anos foi rendida na sexta-feira (2) e sofreu agressões e ameaças sob mira de arma de fogo; cinco pessoas foram presas e um menor apreendido

Um homem de 41 anos permaneceu três dias em poder de criminosos, durante sequestro que se estendeu por mais de uma cidade da Baixada Santista. Na sexta-feira (2), a vítima foi raptada em Bertioga, e localizada somente na segunda-feira (5), quando conseguiu abordar policiais militares na avenida Vereador Lídio Martins Correia, em Guarujá.
O caso mobilizou as delegacias das duas cidades e resultou na descoberta do cativeiro e na prisão de parte da quadrilha.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não confirmou se o caso tem ligação com o sequestro relâmpago registrado no sábado (3), também em Bertioga, no bairro Indaiá, nem se os envolvidos podem fazer parte da mesma quadrilha.
A investigação começou após a família registrar o desaparecimento da vítima em Bertioga. A partir de então, as equipes obtiveram informação de que o carro da vítima circulava por Guarujá e passou a monitorar o veículo.
A vítima relatou que, durante o período em que esteve refém, foi agredida com coronhadas e sofreu constantes ameaças de morte, enquanto diversas transações bancárias e compras com seus cartões eram executadas.
O carro da vítima foi encontrado abandonado na avenida Dom Pedro I, no Guarujá. A partir desse rastro, policiais civis da Delegacia Sede de Guarujá identificaram e detiveram o motorista de 28 anos que prestava apoio ao grupo.
Na sequência, outros dois suspeitos, de 22 e 19 anos, foram localizados, o que permitiu que os investigadores chegassem ao cativeiro, no bairro Vila Edna.
No imóvel, investigadores encontraram uma mulher de 25 anos, responsável pela vigilância, e um jovem de 18 anos, que foram presos em flagrante.
Um adolescente de 16 anos, que teria participado do crime desde o sequestro da vítima em Bertioga, também foi apreendido. Cinco adultos foram presos, e o menor encaminhado às autoridades.
A Polícia Civil informou já ter identificado outros dois envolvidos, que permanecem foragidos, por isso, as investigações continuam.
Informações que ajudem na prisão podem ser comunicadas de forma anônima pelo Disque Denúncia (181).