FLAGRANTE

Homem é preso por vender cigarros eletrônicos a menores de idade em Caraguatatuba

Denúncia partiu de uma mãe, que descobriu que a filha de 12 anos consumia o produto com colegas de escola; prisão ocorreu próximo ao 2º DP da cidade

homem-e-preso-por-vender-cigarros-eletronicos-a-menores-de-idade-em-caraguatatuba
Foram apreendidos 33 cigarros eletrônicos, uma nota de R$ 100, um celular e uma moto - Divulgação/Polícia Civil


Um homem foi preso em flagrante por vender cigarros eletrônicos a adolescentes, em Caraguatatuba, no litoral de SP.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais civis receberam, na terça-feira (2), denúncia de uma mãe que relatou que a filha, de apenas 12 anos, fumava cigarro eletrônico junto com colegas de escola da mesma idade.

A mãe afirmou ainda que a filha admitiu ter comprado o aparelho por meio de uma conversa no aplicativo WhatsApp, e que a entrega era feita em frente a uma escola, ao lado do 2º Distrito Policial de Caraguatatuba, onde o suspeito estaria naquele momento.



Os policiais civis foram até o local e flagraram o homem com uma mochila contendo 33 cigarros eletrônicos de diversas marcas. Já na delegacia, ele confessou que entregava os dispositivos a adolescentes, incluindo estudantes de escolas locais.

Além dos 33 cigarros eletrônicos, também foram apreendidos uma cédula de R$ 100, um celular e uma moto.

cigarro eletrônico
Venda do cigarro eletrônico está proibida no Brasil desde 2009 - Joédson Alves/Agência Brasil

Proibido

Apesar de a venda de cigarros eletrônicos estar proibida no Brasil desde 2009 por duas resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – a RDC 46, de 2009, e a RDC 885, de 2024), o tema voltou à pauta no Congresso.



Tramita na Câmara o PL 2158/2024, de autoria da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que propõe a criminalização da fabricação, importação e comércio dos dispositivos, com pena de até três anos de prisão e multa, além da proibição do consumo em ambientes coletivos.

Outro texto da parlamentar, o PL 2652/2025, prevê a notificação compulsória da EVALI, lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos, e estabelece campanhas educativas, capacitação de profissionais e incentivo a pesquisas sobre os impactos do produto na saúde. As propostas aguardam parecer do relator na Comissão de Saúde

Estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o uso do cigarro eletrônico aumenta em mais de três vezes o risco de experimentar o cigarro convencional, e em mais de quatro vezes o risco de uso regular.



Para mais conteúdos:

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!