Registros de furtos no 1º semestre chegam a 77% do total de 2025; São Vicente, Guarujá e Praia Grande lideram ocorrências na Baixada Santista

A Sabesp registrou aumento de furtos de hidrômetros nas cidades do litoral de São Paulo. A companhia orienta a população a adotar medidas preventivas e agir caso seja vítima desse tipo de crime.
Além de interromper a medição do consumo, a retirada ilegal dos equipamentos pode provocar vazamentos, desperdício de água tratada, danos às instalações hidráulicas dos imóveis e impactos no sistema de abastecimento.
No primeiro semestre de 2026, a Sabesp apurou 1.807 furtos de hidrômetros entre as nove cidades da Baixada Santista. O número representa mais de 77% das ocorrências de janeiro a dezembro de 2025, período que somou 2.331 casos. A média de aproximadamente 300 ocorrências por mês neste primeiro semestre supera a média mensal de 194 registros em 2025.
Os municípios de São Vicente (380), Guarujá (318) e Praia Grande (357) concentram as maiores incidências de furtos de medidores de água. Em seguida, aparecem Santos (245), Peruíbe (129) e Itanhaém (115). Já Bertioga (91), Mongaguá (89) e Cubatão (83) registraram os menores índices da região.
Além dos transtornos causados aos moradores, como a interrupção no fornecimento de água até a substituição do hidrômetro, os furtos geram prejuízos financeiros.
A Sabesp destaca que também é vítima desse tipo de crime e mantém atuação conjunta com as forças de segurança, com o compartilhamento de informações para auxiliar na identificação e responsabilização dos autores.
Para aumentar a proteção dos medidores de água, a companhia recomenda o dispositivo chamado "Caixa UMA". O equipamento busca proteger o hidrômetro contra vandalismo, conservá-lo da ação do tempo e facilitar a leitura mensal.