ATENÇÃO

Festas e fogos: veja o que fazer em caso de acidente

Primeiros socorros corretos em queimaduras por fogos reduzem gravidade das lesões e evitam complicações; primeiros minutos são decisivos


Redação
Publicado em 26/12/2025, às 11h17

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Fogos de artifício
Lei nº 17.389/21 proíbe a queima, soltura e comercialização de fogos de artifício com estampido no estado de SP - Secom / Governo SP


Em caso de acidente com fogos de artifício, orientação médica indica agir rápido. O primeiro passo é interromper imediatamente o contato com a fonte de calor e lavar a área atingida com água corrente, em temperatura ambiente, por cerca de 15 a 20 minutos.

O procedimento ajuda a reduzir a inflamação, a profundidade da queimadura e o risco de sequelas. Não devem ser aplicados gelo, pomadas, cremes, manteiga, pasta de dente ou qualquer produto caseiro.

A área não deve ser furada nem coberta com substâncias sem indicação médica. Após os primeiros cuidados, a pessoa deve procurar atendimento de saúde para avaliação da gravidade da lesão.



Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), queimaduras causadas por fogos podem variar de lesões superficiais a ferimentos profundos que atingem músculos, tendões e ossos, com maior incidência em mãos, rosto e olhos.

Crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas, muitas vezes, por falta de supervisão ou pela falsa impressão de que alguns artefatos são inofensivos.

Haniel Hitner Rocha, médico coordenador da Unidade de Queimados do Hospital Geral de São Mateus, explica: “Em uma queimadura por fogos, os tecidos continuam sofrendo por algum tempo. Por isso, interromper a ação do calor é fundamental. O resfriamento adequado reduz a atividade inflamatória, a profundidade e a gravidade da lesão", completa Rocha.



A demora no atendimento pode resultar em infecções, dor intensa, cicatrizes permanentes e, em casos mais graves, perda de função do membro afetado.

Situações com bolhas extensas, alterações na cor da pele, sangramento, ou ferimentos em regiões sensíveis exigem atendimento imediato.

A SES-SP reforça que o ideal é evitar o manuseio de fogos de artifício, especialmente em ambientes residenciais. Quando utilizados, os artefatos devem ser comprados apenas em locais autorizados, manuseados exclusivamente por adultos e conforme as instruções do fabricante.



Crianças não devem, em nenhuma hipótese, manipular fogos.

No estado de São Paulo, a Lei nº 17.389/21 proíbe a queima, soltura e comercialização de fogos de artifício com estampido, permitindo apenas aqueles sem efeito sonoro, com foco na redução de riscos à saúde e na proteção de pessoas e animais.

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