Famílias protestam em primeira audiência de advogado

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Publicado em 15/03/2017, às 14h20 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h52

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O advogado José Papacena Neto é acusado de dirigir embriagado e matar casal na Rio-Santos

O acidente que matou um casal na rodovia Rio-Santos, em novembro de 2015, completa um ano e quatro meses no próximo sábado, 18. A família das vítimas fatais Luiz Fernando Pereira de Souza, 35, e Jaqueline Pupo Ferreira de Lima, 19, que estava grávida de três meses, realizou um protesto em frente ao Foro Distrital  de Bertioga, na primeira audiência do caso, na quarta-feira, 15.

O advogado José Papacena Neto, à época com 53 anos, dirigia um Audi A3 quando atropelou a moto do casal e os arrastou por 115 metros do local da colisão, no km 210, próximo à Riviera de São Lourenço. Papacena recusou-se a fazer o teste do etilômetro e afirmou ter ingerido uma lata de cerveja cinco horas antes do acidente. Ele foi liberado ao pagar a fiança de R$ 20 mil.

A família aguardou o horário da audiência, marcada para às 15 horas, para ver o acusado pela primeira vez. "Eu precisava vê-lo, falar com ele, fazê-lo saber que ele destruiu duas famílias de bem", desabafou a irmã de Luiz, Luana Souza Alvarenga. A mãe de Luiz, Ana Maria Pereira de Souza, afirmou que só precisava ver o rosto do rapaz que tirou a vida de seu filho. "Quero que a justiça seja feita, uma pessoa em sã consciência, que bebe e dirige, sabe o que pode acontecer. Ele não nos ajudou em nada desde o acidente, não perguntou se precisávamos de nada. Eu só quero que ele fique preso".

A mãe da então gestante Jaqueline Pupo Ferreira de Lima, Cátia Florindo Pupo, está confiante de que a justiça será feita. "Minha família ficou despedaçada com a perda da minha filha. Estamos juntando os cacos e levando o dia a dia, o que nos resta é isso".

Imagem acervo site

Papacena (à esquerda) entrou  rapidamente e em silêncio, acompanhado de seu advogado

A primeira audiência durou cerca de uma hora e foi realizada apenas para ouvir as testemunhas de acusação. Durante a audiência, as testemunhas ouvidas confirmaram que houve colisão do veículo do réu com a traseira da motocicleta das vítimas, destacando que o uso de álcool pelo réu era visível, inclusive, por sua fala arrastada, gestos corporais exagerados. Uma testemunha destacou que populares tomaram a chave do acusado, que tentou se evadir.

O advogado de defesa pediu documentos que comprovem o uso de álcool por Papacena no dia do acidente e, também, ofícios para aferir alcoolemia da vítima Luiz Fernando. A promotoria solicitou o depoimento de mais duas testemunhas de acusação e ofícios do Detran para comprovar as multas em nome do réu nos últimos cinco anos.

Marina Aguiar

Foto: JCN

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