Falsa médium indiciada por estelionato contra idoso, após exigir pagamentos em rituais espirituais, segundo investigação conduzida pelo 7º DP de Santos

A Polícia Civil, por meio do 7º Distrito Policial de Santos, litoral de São Paulo, apurou esquema de estelionato que vitimou homem de 77 anos, em dezembro de 2025, no bairro Gonzaga, após falsas promessas de cura espiritual que levaram a prejuízo financeiro estimado em R$ 150 mil.
Caso veio à tona na manhã de 8 de dezembro de 2025, quando a vítima procurou a Delegacia de Proteção ao Idoso e relatou que passou a ser convencido por mulher que se apresentava como "Lúcia", suposta médium que utilizava as religiões afro-brasileiras para obter proveito, com promessas de equilíbrio espiritual e recuperação da saúde.
Segundo o depoimento, o idoso encontrou panfleto afixado em poste público, que divulgava serviços espirituais com garantia de resultados. Convencido pela promessa, ele passou a frequentar a sala comercial na avenida Marechal Floriano Peixoto, onde ocorriam encontros marcados por pressão emocional e discurso místico.
Durante as sessões, a investigada exigia pagamentos sob alegação de pedidos de entidades espirituais, com promessa de devolução integral ao fim dos rituais. Vítima efetuou depósitos bancários e entregas em dinheiro, valores que jamais retornaram.
A partir das informações, policiais do 7º DP solicitaram à Justiça a quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático. Análise financeira apontou que parte expressiva dos valores seguiu para contas de terceiros, identificados ao longo do inquérito.
Com mandados judiciais, equipes cumpriram buscas na residência da suspeita, no Boqueirão, e no local de atendimento, no Gonzaga. Foram apreendidos panfletos, celulares, máquina de cartão, veículo e animais usados em rituais, recolhidos com apoio da Guarda Civil Municipal e encaminhados à entidade de proteção.
Investigações revelaram que "Lúcia" era, na verdade, Gabrielly, de 19 anos, indiciada por estelionato qualificado contra pessoa idosa. Segundo divulgado pela Polícia Civil, ela optou por permanecer em silêncio, e o inquérito segue em andamento para identificar outras possíveis vítimas.
A reportagem não localizou os representantes legais da jovem citada até o fechamento da reportagem; espaço segue aberto caso queiram se manifestar sobre o caso.