
Por Nayara Martins
Região ficou entre as cinco do estado com os maiores índices de explosão a terminaisAs explosões a caixas eletrônicos ainda são motivos de preocupação na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Apesar da redução nos índices registrados este ano, a região ficou entre as cinco do estado com os maiores índices de explosões a caixas eletrônicos entre 2010 e 2014.
De janeiro a março deste ano, houve redução nas explosões a caixas eletrônicos em comparação com o mesmo período em 2014. Entre janeiro e março do ano passado, foram 14 casos nas cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira, enquanto no primeiro trimestre de 2015, na mesma área, foram apenas quatro registros.
Segundo o comandante da Polícia Militar da área enquadrada entre Bertioga e o Vale do Ribeira, coronel Ricardo Ferreira de Jesus, os números vêm caindo graças a uma ação conjunta da própria PM com as polícias Civil, Federal e até mesmo o Exército. Ele destacou que a Polícia Federal e o Exército têm fiscalizado o comércio irregular de pólvora e explosivos, usados para detonar os caixas eletrônicos. No ano passado, este crime ficou em primeiro lugar no ranking de ocorrências desta modalidade criminosa.
O Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6), que abrange o comando regional, registrou 77 explosões de caixas eletrônicos na região, em 2014. É o maior número entre os outros dez departamentos do interior do estado, incluindo o da capital (Decap) e, ainda, o Departamento de Polícia da Macro São Paulo (Demacro).
Índices mais altos
A região de Sorocaba foi a que mais registrou casos de explosão de caixas eletrônicos no estado de São Paulo, entre janeiro de 2014 e março de 2015. Foram cem ataques (um a cada quatro dias, em média). Com 84 casos, a região de Ribeirão Preto é a segunda colocada do ranking. A capital paulista vem logo atrás, com 82 ataques. E, em quarto lugar, vem a região de Santos com 80 casos. O levantamento mostra o número de ataques registrado pelos 12 departamentos da Polícia Civil existentes no estado ao longo de 15 meses. É o que aponta levantamento feito pelo portal de jornalismo Fiquem Sabendo, com base em dados do DAP (Departamento de Planejamento e Administração) da Polícia Civil , obtidos por meio da Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) .