Os estelionatários levaram R$ 1.022 em espécie e dois cartões de crédito, após suposta oração para melhorar saúde, vida financeira e familiar.

Um ajudante de motorista, de 78 anos, foi vítima de uma dupla de estelionatários na manhã de segunda-feira, 6, no Centro, em Bertioga. Ele teve a quantia de R$ 1.022 em espécie e dois cartões de crédito furtados pelos dois homens, após orarem prometendo melhora na saúde, vida financeira e familiar.
De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 10h30, o idoso foi abordado pelos criminosos na avenida Anchieta, próximo a Casas Bahia. Um deles mostrou conhecê-lo, pois o chamou pelo nome e falou que não o via há tempos. Eles começaram a conversar, quando o bandido disse que seu pai tinha câncer de próstata e havia sarado com uma "garrafada", prometendo dar uma à vítima também.
Ele acreditou e o estelionatário pediu que entrasse em seu veículo para fazer uma "poderosa oração", e após a prece, tudo na vida dele melhoraria, incluindo saúde, dinheiro e família. Para isso, ele teria que dar os cartões para serem benzidos, junto com o dinheiro que carregava. O homem colocou tudo em uma folha de caderno, pediu para que a vítima pusesse a mão no pacote, fechasse os olhos, e em seguida, começou a pronunciar algumas palavras desconhecidas.
Depois da reza, o autor orientou a vítima a abrir o pacote benzido somente ao meio-dia. No horário combinado, o idoso abriu o embrulho e encontrou, para sua surpresa, apenas um pedaço de papelão. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Bertioga e segue sob investigação da Polícia Civil.
Caso parecido
No dia, 4 de junho, . Ele teve a quantia de R$ 7.300 furtada por um homem que, ao abordá-lo, também na avenida Anchieta, prometeu curá-lo do diabetes por meio de oração. A vítima acreditou e entrou no carro do criminoso, que pediu para o idoso colocar seus documentos, cartões e dinheiro em uma folha de papel sulfite, que foi enrolada. A vítima estava com R$ 1.300 em espécie.
Após a ação, bandido ordenou que o aposentado deixasse o papel embaixo dos pés de Nossa Senhora Aparecida e informou que ele só poderia abrir o papel no dia 10. Ao abrir o suposto envelope, no dia aconselhado, ele notou que o dinheiro e os cartões não estavam com seus documentos. Em consulta ao banco, o idoso constatou que havia duas compras no valor de R$ 3 mil, realizadas no dia 4.