Flagrante

Dono da “biqueira Boca da Égua” é preso pela Polícia Civil de Bertioga

Indiciado tem 18 anos e, em 2016, envolveu-se na morte do Guarda Civil de Bertioga, Nilton Cesar Inácio

Da Redação
Publicado em 23/06/2020, às 12h21 - Atualizado em 24/08/2020, às 08h02

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Divulgação/Polícia Civil de Bertioga
Divulgação/Polícia Civil de Bertioga

Um jovem de 18 anos foi detido em flagrante por tráfico de drogas, na manhã desta quarta-feira, 23, na área conhecida como Boca da Égua, região central de Bertioga, conhecida como ponto de tráfico. A captura, feita por policiais civis da cidade, ocorreu após uma campana no local. De acordo com o delegado José Aparecido Cardia, que chefiou a operação, o indiciado é o “dono da boca”.

Os policiais foram ao local de bicicleta e com o apoio de uma viatura descaracteriza. Quando o suspeito, com várias tatuagens e cabelos pintados, chegou, foi abordado e identificado. Na busca pessoal foram encontrados e apreendidos 14 trouxinhas de maconha,  15 pedras de crack e 20 supositórios (eppendorfs) contendo cocaína, além de R$ 12,90.  

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Cardia revelou que o individuo é conhecido dos meios policiais. “Por seu envolvimento em vários crimes, desafiando o Estado, fazendo da atividade criminosa um meio de vida, com isso demonstrando que despreza as leis, profana as famílias dos dependentes químicos, colocando à venda substancias entorpecentes, estimulando que esses usuários de drogas, se tornem até criminosos, por efeito da necessidade em consumir drogas”.

Ainda segundo Cardia, existem diversas denuncias que pesam contra o indiciado, que “tem caráter violento” e quando adolescente envolveu-se na morte de um integrante da Guarda Civil de Bertioga, o agente Nilton Cesar Inácio, em 2016, crime pelo qual ele cumpriu medida socioeducativa, na Fundação Casa, após ser capturado em novembro de 2017. Na época, ele era semianalfabeto e já tinha passagem por outros crimes.

Morte do GCM

Nilton César Inácio estava a serviço no Forte São João quando, por volta das 10 horas da manhã de 14 de novembro de 2016, teve sua arma roubada por dois marginais que, antes de fugirem, dispararam contra ele.

O guarda permaneceu internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Ana Costa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 21 de dezembro. Um dos fatores que auxiliou na identificação do menor foi o livro de registros do Forte, onde a letra foi reconhecida pela própria mãe.

Um dos criminosos, adulto, foi reconhecido e teve prisão decretada em março de 2017, mas ficou foragido e só foi preso em junho de 2019. Em novembro de 2017, a polícia conseguiu apreender o menor, enviado à Fundação Casa. Hoje, com 18 anos, foi preso por tráfico de drogas e apontado como chefe da boca.  

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