Após alta de denúncias, delegadas explicam a importância de enviar a URL, e não só o @, e alertam sobre o risco de guardar 'prints' de crimes

O Disque 100, canal de denúncias anônimas, registrou aumento expressivo no número de relatos sobre exploração de menores na internet, em São Paulo, na última semana.
Segundo o governo do estado, a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP chegou a receber 50 chamados em um único dia, volume muito superior à média anterior, de 15 denúncias por mês.
Segundo a diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo, a alta ocorreu após o assunto ganhar destaque na mídia. “É importante que as pessoas façam isso: denunciem”, afirmou.
A polícia reforça a importância de fornecer o máximo de detalhes, pois muitas denúncias chegam com informações incompletas.
A delegada Luciana Peixoto, titular da delegacia especializada, explica que é fundamental incluir o nome do autor, endereço e uma descrição do fato, sempre que possível.
Em casos no ambiente virtual, o ideal é enviar o endereço eletrônico (URL) completo do conteúdo criminoso. Apenas o nome de usuário de um perfil em rede social não é suficiente, pois pode ser alterado.
Capturas de tela podem ser enviadas para facilitar a identificação, mas a delegada faz um alerta importante. “Se a imagem contiver conteúdo de pornografia infantil, ela deve ser deletada assim que enviada à polícia”, orienta Peixoto.
Armazenar ou compartilhar esse tipo de imagem, mesmo com a intenção de alertar, é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O Disque 100 funciona 24 horas e é o principal canal. As denúncias também podem ser feitas por e-mail ([email protected]) e pelo Instagram (@dhpp_pcsp).