Homem de 53 anos foi encontrado morto às margens da rodovia Rio-Santos, na região do Lázaro; dois suspeitos foram presos em flagrante

Um homem de 53 anos, identificado como Manoel Francisco de Souza, foi encontrado morto na quarta-feira (16) em uma área de vegetação às margens da rodovia Rio-Santos (SP-55), no bairro do Lázaro, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Imagens de uma câmera de segurança ajudaram a Polícia Civil a chegar a um casal suspeito de envolvimento no homicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, funcionários de um mercado encontraram manchas de sangue na área externa do estabelecimento. A descoberta levou os policiais a analisar imagens do sistema de monitoramento. A gravação teria registrado um casal colocando um objeto de grande porte, aparentemente um corpo humano, dentro de uma caixa plástica antes de deixar o local.
A investigação também recebeu informações da irmã da vítima. Ela relatou à polícia que Manoel havia sido visto na noite anterior acompanhado de um casal de pessoas em situação de rua que circulava pela região.
Com as informações reunidas e as imagens de segurança, policiais localizaram um homem e uma mulher na região do Perequê-Mirim. Conforme o registro policial, os dois inicialmente negaram envolvimento no caso.
Ainda de acordo com o boletim, os suspeitos teriam admitido participação quando confrontados com as imagens. O homem, de 26 anos, declarou que agrediu a vítima. Já a mulher, de 41 anos, relatou que ajudou a colocar o corpo na caixa e, posteriormente, a arrastá-lo até uma área próxima à Avenida Marginal.
Os relatos atribuídos aos suspeitos fazem parte do registro policial e ainda integram a investigação. A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do homicídio e a participação atribuída a cada pessoa no caso.
A perícia identificou diversas lesões no corpo de Manoel. Entre elas estavam ferimentos nas costas e uma lesão na mão direita, descrita no registro como possível ferimento de defesa.
Os dois suspeitos foram presos em flagrante por homicídio doloso e ocultação de cadáver e a Justiça converteu em prisão preventiva. A reportagem não conseguiu contato com a Defensoria Pública, responsável pela defesa do casal, até a publicação desta reportagem.