Programa estadual de monitoramento ainda não entrou em operação na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte

Conselho da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale-LN) voltou a cobrar mais agilidade do governo do estado, para a implantação do programa Muralha Paulista na região.
Avaliação foi apresentada pelo presidente do conselho, o prefeito de Ilhabela Toninho Colucci, durante discussões sobre segurança pública envolvendo gestores municipais da região.
De acordo com Colucci, atraso ocorreu principalmente em razão da necessidade de refazer licitações para a contratação das câmeras de monitoramento, etapa considerada essencial para garantir integração tecnológica do sistema.
“É importante deixar claro que a Muralha Paulista ainda não entrou em operação. Houve entraves administrativos que precisaram ser superados, e isso impactou o cronograma inicialmente previsto”, afirmou Colucci, ao tratar do tema em nome do conselho.
Para a RMVale-LN, a Muralha Paulista é vista como ferramenta estratégica para fortalecer monitoramento inteligente e atuação integrada das forças de segurança nos municípios, especialmente diante dos desafios enfrentados em áreas de grande circulação de pessoas, como o litoral norte de São Paulo.
Segundo o presidente do conselho, prefeitos da região têm procurado a RMVale-LN em busca de informações sobre o andamento do programa, o que, de acordo com ele, reflete a preocupação dos gestores com a segurança de moradores e visitantes. “Há uma expectativa grande por parte dos municípios, porque segurança pública é uma demanda permanente da sociedade”, disse.
O conselho informou ainda que mantém diálogo frequente com o governo do estado sobre o tema, e reforça a necessidade de alinhamento entre estado e municípios para viabilizar a entrada em operação do sistema.
A Muralha Paulista integra um conjunto de ações estaduais voltadas ao combate à criminalidade, por meio do uso de tecnologia e compartilhamento de dados.
Apesar de o programa já ter sido anunciado pelo governo do estado, a Muralha Paulista ainda não está em funcionamento no Vale do Paraíba e no litoral norte de São Paulo.
Implantação do sistema depende da conclusão de etapas administrativas, como processos licitatórios para contratação e instalação das câmeras de monitoramento, além da integração tecnológica com as forças de segurança.
Até que essas fases sejam finalizadas, o monitoramento inteligente previsto pelo programa não opera de forma efetiva na região.