
Foto: JCN
Bertioga
Antonio Pereira
Uma pessoa conferiu o saldo da conta bancária e percebeu o déficit de R$ 2.917,00 por cartão clonado. Outra confiou em um suposto funcionário do banco e perdeu R$ 880,00 em uma transferência, quando, na verdade, só queria imprimir um extrato. E uma terceira foi enganada por alguém, que, ao telefone, fingiu ser um parente em apuro; ela desembolsou R$ 650,00 sob a justificativa de reparos mecânicos em automóvel. As três situações aconteceram entre esta segunda e terça-feira, dias 7 e 8, em Bertioga, e são investigadas pela Polícia Civil.
Para o delegado Sérgio Nassur, crimes desta natureza são comuns, mas as investigações tornam-se complexas, devido aos criminosos utilizarem contas de laranjas, abertas com documentos falsos ou roubados. Na segunda situação citada, a do banco, a dificuldade na identificação é ainda maior pela falta de informações de quem se passou por funcionário.
Segundo Nassur, “geralmente, quando as vítimas são enganadas, os estelionatários fazem uma pressão psicológica direta ou indireta. Quando o contato é por telefone, a pressão é por urgência, e nossa recomendação é que seja feito o caminho inverso de quem liga, e a vítima em potencial tente contato com pessoas próximas da forjada”. O delegado ressalta a identificação com uniformes e crachás como prioritária antes de aceitar ajuda em caixas eletrônicos.
Quem tiver informações complementares, que possam auxiliar as investigações deste ou de casos parecidos pode comunicar às autoridades de forma anônima pelos telefones 181 e (13) 3317 1411.