Operação no meio da mata fechada também recolheu vestimentas e equipamentos táticos, como roupas camufladas, touca tipo balaclava, coturnos e lanternas

Uma operação conjunta desmontou uma estrutura de caça ilegal, na mata fechada de Praia Grande, litoral de São Paulo. A incursão ocorreu no domingo (26), na região do bairro Jardim Melvi.
Policiais do 3º Batalhão de Polícia Ambiental e agentes da Fundação Florestal (integrados ao Núcleo Itutinga-Pilões, sediado em Cubatão) entraram na área de floresta a partir da Base Guariúma. No meio da vegetação, as equipes encontraram uma edificação de alvenaria.
Do lado de fora, os policiais avistaram armamentos em cima de uma cama. A vistoria no interior do imóvel terminou com a apreensão de quatro espingardas (duas de calibre .22 e duas de calibre .32), além de 54 munições variadas e um carregador.
O local servia de base para o crime. Os agentes confiscaram vestimentas e equipamentos táticos, como roupas camufladas, touca tipo balaclava, coturnos e lanternas. O grupo também mantinha ferramentas específicas para a captura da fauna, com uma rede de pesca e dois chamariscos (pios), usados para imitar sons e atrair os animais.
Durante varredura no entorno da casa, a polícia destruiu a estrutura montada para a caça predatória. Uma armadilha e quatro plataformas de espera instaladas no alto das árvores (conhecidas como trepeiros) foram neutralizadas.
Os agentes também localizaram três pontos de ceva. A técnica criminosa usa alimentos espalhados pelo chão, como grãos, frutas e melado, para atrair os animais silvestres para uma zona limpa de tiro. A corporação encaminhou todo o material apreendido para o Distrito Policial da cidade.
A Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Proteção à Fauna proíbem o ato de caçar, capturar, ferir, matar, transportar ou comercializar espécies nativas. A infração gera o pagamento de multas, a perda dos equipamentos e até prisão. A população pode denunciar a caça clandestina de forma anônima e gratuita pela Linha Verde do Ibama, no telefone 0800 61 8080.