Reconhecimento facial do programa Muralha Paulista identificou os procurados que tentaram acessar a Neo Química Arena em jogo do Corinthians

Quem chegou para torcer pelo Corinthians, na noite de quarta-feira (11), encontrou arquibancadas cheias e clima de futebol. Para oito homens procurados pela Justiça, porém, o jogo terminou antes mesmo de começar. Eles foram identificados e presos ao tentar entrar na Neo Química Arena, na Zona Leste da capital paulista.
Ação ocorreu após o sistema de monitoramento do programa Muralha Paulista reconhecer os rostos dos suspeitos pelas câmeras instaladas no estádio. Alerta foi enviado imediatamente às equipes da Polícia Militar responsáveis pela segurança da partida.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, sistema cruza imagens captadas pelas câmeras com bancos de dados das forças de segurança do estado. Quando ocorre correspondência com mandados de prisão ativos, os policiais recebem aviso e fazem a abordagem no local.
Os oito detidos têm idades entre 31 e 49 anos e eram procurados por crimes como roubo, violência doméstica e não pagamento de pensão alimentícia. Após a identificação, todos foram conduzidos à delegacia e permaneceram à disposição da Justiça.

Uso da tecnologia em arenas esportivas já resultou em 278 prisões no estado de São Paulo. Monitoramento ocorre por meio da integração do Muralha Paulista com sistemas de segurança dos estádios.
Atualmente, o programa opera em cinco arenas: Allianz Parque; Neo Química Arena; Arena Barueri; Brinco de Ouro da Princesa e estádio José Maria Campos Maia. Sistema utiliza reconhecimento facial e análise de dados para identificar suspeitos em tempo real.
No litoral de São Paulo, o sistema também está presente e já auxiliou na prisão de um homem procurado por homicídio, em Praia Grande. Ele foi identificado por câmeras de monitoramento com reconhecimento facial ao passar por um dos pontos equipados com a tecnologia.
Criado pelo governo de São Paulo, o Muralha Paulista integra câmeras de monitoramento, bancos de dados policiais e inteligência artificial, para ampliar a capacidade de prevenção e resposta das forças de segurança em eventos com grande concentração de público.