CLANDESTINIDADE

Bertioga fecha comunidade terapêutica irregular e resgata internos em situação precária

Operação no bairro Caiubura flagrou condições precárias e falta de documentação; internos foram resgatados e levados para acolhimento municipal


Redação
Publicado em 14/11/2025, às 16h42

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Bertioga fecha comunidade terapêutica irregular e resgata internos em situação precária
Equipes encontraram 16 pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo dependentes químicos - Divulgação/Prefeitura de Bertioga


Uma operação de fiscalização encerrou as atividades de uma comunidade terapêutica clandestina, em Bertioga, no litoral de São Paulo. A ação ocorreu na quarta-feira (12), no bairro Caiubura. A prefeitura atuou em conjunto com o Ministério Público e forças de segurança.

As equipes encontraram cenário de precariedade com 16 pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo dependentes químicos. O ambiente foi classificado como insalubre pelos fiscais.

Nenhum dos acolhidos possuía documentos pessoais. Além disso, a instituição não apresentou a documentação obrigatória para funcionamento, o que constitui ilegalidade.



Resgate e acolhimento

As pessoas encontradas na clínica foram retiradas imediatamente e encaminhadas para o Acolhimento Institucional da prefeitura, onde receberam cuidados básicos de higiene, alimentação e suporte de assistência social.

A operação mobilizou diversas frentes, das quais participaram as secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde e Fazenda. A Polícia Civil, Polícia Militar e a Vigilância Sanitária deram apoio à ação.

Alerta sobre doações e denúncias

Fernando de Aguiar, secretário de Desenvolvimento Social, destacou a importância das denúncias.



Muitas pessoas chegam de outras cidades em busca de tratamento, mas acabam em locais precários", afirmou.

Ele alertou que essas situações, muitas vezes, levam os pacientes à situação de rua. O secretário também fez alerta sobre a solidariedade da população. Doações de alimentos e roupas entregues diretamente a locais clandestinos acabam sustentando essas práticas ilegais.

A orientação é que as contribuições sejam direcionadas ao Fundo Social de Solidariedade, que garante o direcionamento dos itens às entidades devidamente regularizadas e fiscalizadas.

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