Boletim de ocorrência cita localização de órgãos na faixa de areia do José Menino; material passará por perícia para verificar se é humano

A Polícia Civil investiga o aparecimento de material orgânico na faixa de areia da praia do José Menino, em Santos, no sábado (24).
Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como morte suspeita, mas, diferentemente do que foi divulgado por veículos de imprensa de alcance nacional, os órgãos oficiais não mencionam a localização de "ossada".
De acordo com boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via Copom, para verificar a presença de "vísceras e órgãos" na areia. No registro oficial, os agentes relataram que não era possível confirmar, no momento inicial, se o material era de origem humana.
Perícia técnica foi acionada para recolher o material e fazer os exames necessários. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) reforçou, em nota, que os policiais militares localizaram vísceras no local citado e preservaram a área para trabalhos periciais. As diligências prosseguem para esclarecer os fatos e a origem do material.
Para esclarecer as divulgações sobre ossada, a reportagem questionou a SSP nesta segunda-feira (26) se havia confirmação da existência de ossos, ou se a perícia já havia atestado a origem humana do material.
A pasta, no entanto, não validou a tese da ossada e limitou-se a responder: "As informações que dispomos são as que foram enviadas", em referência à citação do encontro de vísceras.
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) informou que recebeu chamado inicial de munícipes sobre uma "situação incomum", envolvendo material orgânico. A corporação esclareceu que, após avaliação preliminar, acionou os órgãos competentes para apuração técnica, já que a ocorrência foge de sua competência.
Caso segue sob análise pericial.