FRAUDE INVESTIGADA

Atendente do IML é preso suspeito de fazer Pix com celular de morto no litoral de SP

Viúva percebeu transferência ao tentar encerrar conta do marido; SSP apura peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de provas

Instituto Médico Legal (IML) de Santos
Caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Santos e encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil - Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos


Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, litoral de São Paulo, foi preso na manhã de segunda-feira (8), suspeito de usar o celular de um homem morto para fazer uma transferência via Pix. A prisão foi efetuada pela Corregedoria da Polícia Civil, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o boletim de ocorrência foi registrado no 3º Distrito Policial de Santos e encaminhado à Corregedoria. A investigação apura suspeitas de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.

Segundo o boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso, a viúva da vítima procurou a delegacia após identificar uma transferência de R$7 mil feita da conta do marido para uma conta em nome do investigado. Conforme o boletim, o Pix foi efetuado às 6h49 do dia 15 de maio, horas após a vítima ter sido encontrada em via pública na avenida Mário Covas e encaminhada ao IML.



Ainda de acordo com o B.O, apesar da vítima chegar ao IML por volta das 3h30, a família só conseguiu obter informações sobre o corpo por volta das 9h e fez o reconhecimento às 11 horas.

No dia 24 de maio, ao tentar encerrar a conta bancária do marido, a viúva identificou a movimentação financeira. No registro, ela também relatou que o celular do falecido foi devolvido à família danificado e aparentava estar quebrado. Ao acessar o aparelho, percebeu que não havia registros de mensagens e mídias no WhatsApp, o que levantou suspeita de possível manipulação.

O boletim também menciona que a última visualização do aparelho ocorreu às 8h22 do mesmo dia da morte, o que, segundo a mulher, gerou dúvidas sobre quem esteve com o celular após o óbito.



Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) informou que acompanha o caso, reforçou que não compactua com desvios de conduta e que adota medidas administrativas e disciplinares sempre que irregularidades são identificadas.

O investigado permanece à disposição da Justiça.

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