TRAGÉDIA NO MAR

Afogamentos matam 21 banhistas em 35 dias no litoral de SP

Dados do GBMar apontam 688 ocorrências e 1.184 resgates de banhistas no litoral norte e Baixada Santista; operação Praia Segura segue até março

Afogamentos matam 21 banhistas em 35 dias no litoral de SP
Bombeiros atenderam 688 ocorrências no período, com 1.184 vítimas retiradas do mar - Foto: Lenildo Silva/CN


O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) registrou 21 mortes por afogamento, no litoral de São Paulo, nos primeiros dias do ano. Casos ocorreram entre 1º de dezembro e 4 de janeiro, período marcado por grande fluxo de turistas nas praias do litoral norte e da Baixada Santista.

De acordo com levantamento oficial, os bombeiros atenderam 688 ocorrências nos últimos 35 dias, com 1.184 vítimas retiradas do mar. As equipes também fizeram 419.777 ações preventivas, com abordagens diretas para alertar sobre riscos em áreas perigosas.

Dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo GBMar e apontam que as ocorrências se concentraram durante o início da alta temporada. O aumento de banhistas nas praias motivou a intensificação das ações de resgate e prevenção por parte das equipes.



Governo estadual informou que o helicóptero Águia, da Polícia Militar, participou de, ao menos, 20 salvamentos. A atuação aérea integrou a operação Praia Segura, que faz parte da Operação Verão Integrada 2025-2026.

A operação Praia Segura segue até 31 de março e mantém reforço no efetivo durante toda a temporada. Mais de 500 guarda-vidas temporários e efetivos permanecem mobilizados para atendimento rápido nas praias mais movimentadas.

Reprodução Facebook GBMar Guarujá (Arquivo/Facebook GBMar)
Reprodução Facebook GBMar Guarujá (Arquivo/Facebook GBMar)

Alerta no mar

Para os bombeiros, as ocorrências no mar ocorrem em razão da imprudência, como o ato de frequentar a praia embriagado, sendo este o principal agravante dos afogamentos.



Há ainda outros fatores como o desrespeito aos alertas de perigo, uso de flutuadores no mar, como colchões infláveis, e brincadeiras de risco dentro de áreas com maior profundidade.

O tenente Eduardo Campanhola, chefe da comunicação social do GBMar, explicou que pessoas não acostumadas a ambientes como praias, fazem viagens de "bate e volta" nesta época do ano e não se atentam a cuidados básicos. "Além de não entrar no mar se estiver alcoolizado, é importante acompanhar a diversão das crianças e respeitar as sinalizações existentes nas praias e as recomendações dos guarda-vidas", disse. 

Confira algumas dicas para evitar afogamentos

• Designe uma pessoa específica para tomar conta das crianças. Essa pessoa deve, por exemplo, reduzir o consumo de bebida alcoólica e se concentrar nos cuidados dos pequenos;



• Não confie na falsa impressão de segurança que os pais têm com o uso de bóias e com a presença de outros banhistas conhecidos em torno das piscinas;

• Em locais de correnteza, jamais desobedeça à sinalização do Corpo de Bombeiros;

• No mar, em rios e outros locais com correnteza, o ideal é que o nível da água não ultrapasse a cintura do banhista para que ele não seja surpreendido por depressões no solo ou ondas e correntes inesperadas;



• Não utilizar, de forma alguma, boia, isopor ou colchão inflável em praias. Pranchas só para pessoas experientes;

• Caso se sinta em perigo, evite gritar e nadar contra a correnteza para poupar o fôlego e evitar a fadiga. Sinalize pedido de ajuda com os braços e procure boiar;

• No caso de perder o controle do corpo em rio, nade no mesmo sentido da correnteza e procure avançar lentamente pelas laterais até alcançar as margens;



• Não mergulhe de cabeça em depósitos naturais de água, pois o fundo está em constante transformação. O choque com o fundo pode causar de desmaios a sérios danos à coluna vertebral, expondo à vítima ao agravante de afogamentos;

• Não entre na água caso esteja alcoolizado. A bebida alcoólica faz com que o banhista perca seu senso crítico em relação ao mergulho;

• Evite mergulhos solitários. Sempre tenha uma companhia que possa ajudá-lo no caso de imprevistos;



• Evite ou redobre a atenção em mergulhos noturnos, pois há risco de acidentes com redes de pescadores (no caso de mares e rios) e a visibilidade do ambiente fica bastante limitada. 

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