Homem de 27 anos foi preso em Santos. Ele se passava por estudante de medicina e filho de família influente, para aplicar golpes em mulheres

Um jovem de 27 anos, que se passava por estudante de medicina e filho de família influente, foi preso na noite da quarta-feira (8), por policiais do Deic (Delegacia da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Santos, acusado de aplicar uma série de golpes em mulheres de vários estados.
A delegacia santista cumpriu mandado de prisão, após a abertura de inquérito feito pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, após registro de ocorrência de uma vítima. O Ministério Público também formalizou denúncia.
Em Caraguatatuba, o homem teria feito uma de suas vítimas, que seria sua ex-namorada. Ela teria sido vítima de um golpe de cerca de R$ 100 mil. Segundo a Polícia Civil, “o investigado vitimou mulheres em relações íntimas de afeto, em mais de um estado da federação, em caráter serial, em mesmo padrão criminal".
Segundo a vítima que registrou boletim de ocorrência em Caraguatatuba, o acusado estaria de posse de 11 cartões de crédito e dois celulares no momento da prisão.
O Deic de Santos, com base em informações recebidas pelo serviço de inteligência da Polícia Civil, revelou indícios de que o acusado pretendia fazer novas vítimas em cidades da Baixada Santista.
A Polícia Civil informou que, após estabelecer vínculos afetivos, “o réu teria aplicado golpes financeiros, incluindo transferências indevidas, uso de cartões de crédito e falsas promessas de investimento. Há relatos de prejuízos consideráveis em relação às vítimas, além de medidas protetivas solicitadas por ex-companheiras”.
O crime de estelionato sentimental é uma das formas de violência patrimonial e psicológica previstas na Lei Maria da Penha.
As supostas vítimas teriam o mesmo perfil. Seriam estudantes de medicina, ou profissionais bem-sucedidas, com idades entre 23 e 32 anos. Elas relataram que caíram na conversa do acusado, que é natural de Fernandópolis, interior de São Paulo.
A Polícia Civil solicita que eventuais vítimas entrem em contato com a Delegacia de Defesa da Mulher de Caraguatatuba, ou com a delegacia da mulher da cidade onde foram vitimadas, para os respectivos registros de ocorrência e inquéritos.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa. O processo corre em segredo de justiça.