MOBILIDADE

Acidente fatal em Santos reforça alerta sobre bicicletas elétricas

Acidente no bairro Campo Grande alerta para a urgência de educação no trânsito e adequação das leis para ciclomotores na Baixada Santista


Redação
Publicado em 17/07/2026, às 09h58

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Acidente fatal em Santos reforça alerta sobre bicicletas elétricas
Veículos elétricos dividem espaço com pedestres e carros - Reprodução/TV Cultura Litoral


A popularização de bicicletas e ciclomotores elétricos transforma a dinâmica do trânsito nas cidades da Baixada Santista. A economia no abastecimento e o baixo custo de manutenção impulsionam as vendas, mas a falta de regulamentação uniforme gera debates urgentes sobre a segurança viária.

Em Santos, um homem de 29 anos morreu após ser atropelado por um micro-ônibus. O acidente ocorreu no dia 6 de julho, na avenida Senador Pinheiro Machado, no bairro Campo Grande. No momento da colisão, a vítima conduzia uma bicicleta elétrica, o que reforçou o alerta sobre os riscos da convivência entre veículos pesados e modais alternativos nas vias urbanas.

O especialista em trânsito e mobilidade urbana Rafael Pedrosa explica que a alta aceitação comercial ocorre pela ausência inicial de normas rígidas.



A gente tem um princípio de regulamentação a partir das cilindradas ou da velocidade média, exigindo que o condutor seja habilitado. Mas a grande maioria fica um pouco abaixo dessa demarcação de velocidade, de modo que não se exija nenhuma habilitação ou educação de trânsito", detalha.

Pedrosa aponta que as ruas não comportam a inserção desses equipamentos de forma segura. Segundo ele, as medidas punitivas, como radares e multas, não evitam as tragédias isoladamente. O especialista defende mais investimentos em educação no trânsito, tanto para os motoristas tradicionais quanto para os novos usuários.

Regras na Baixada Santista

As legislações variam entre os municípios do litoral paulista. Cubatão, Peruíbe e São Vicente não possuem leis municipais específicas e seguem a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Por outro lado, Guarujá (Lei nº 5.404), Praia Grande (Lei nº 2.306), Mongaguá (Lei nº 3.438), Itanhaém (Lei nº 4.912) e Bertioga (Decreto nº 5.089) aplicam regras próprias para a circulação e definem limites de velocidade. Para contornar os riscos, algumas cidades adotam medidas paliativas, como a proibição de ciclomotores nas ciclovias.



O engenheiro de trânsito reforça que muitos usuários confundem as bicicletas com ciclomotores e motos convencionais. A classificação muda conforme a potência e o limite alcançado.

Se você passar dos 60km/h, por exemplo, vai ser desenquadrado do ciclomotor e vai passar a ser considerado como uma moto", alerta Pedrosa, sobre a obrigatoriedade da carteira nacional de habilitação (CNH) nesses casos.

Prevenção no dia a dia

O analista de infraestrutura Bruno Magenta Joga utiliza a bicicleta elétrica diariamente e ressalta a importância da postura defensiva. "Ando na velocidade adequada e tomo cuidado com todo mundo na rua. Às vezes, a gente anda certinho, mas sempre tem que olhar o resto, porque carro, moto e pedestre também passam onde não devem", relata o morador.

*Com informações do jornalista Alex Castro, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.



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