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Você consome proteína o suficiente? Descubra como equilibrar o nutriente na rotina

Vendas de whey protein e alimentos proteicos disparam no Brasil; especialistas destacam importância do nutriente e dão dicas para distribuí-lo

Imagem de um prato com dois ovos fritos, uma fatia de pão de forma e xícara de café
Alimentos ricos em proteína ganham espaço na rotina de quem busca alimentação equilibrada - Divulgação


Se existe um nutriente que ganhou status de protagonista nos últimos anos, é a proteína. Antes associada a fisiculturistas, atletas e frequentadores de academia, ela agora aparece em iogurtes, barras, cereais, bebidas e produtos que prometem uma dose extra do nutriente.

O movimento não é apenas impressão: um levantamento da Scanntech em parceria com a McKinsey mostra que, entre janeiro e outubro de 2025, as vendas de whey protein cresceram 124% no Brasil. No mesmo período, os iogurtes proteicos avançaram 16%, os cereais proteicos, 21%, e os leites saborizados com proteína, 14%.

A análise aponta que produtos ligados à proteína deixaram de ser restritos ao universo fitness e passaram a fazer parte da rotina de um público mais amplo. Contudo, a nutricionista Vanessa Rocha, da Mundo Verde, ressalta que a popularização não significa que seja necessário aumentar o consumo de forma indiscriminada.

Proteína é importante, mas isso não significa que quanto mais, melhor. Existe uma necessidade individual e ultrapassá-la não traz necessariamente benefícios adicionais".

Funções no organismo

As proteínas participam de muito mais processos do que apenas a formação dos músculos. Segundo a Viver Bem Unimed, as moléculas são fundamentais para diversos processos do organismo humano, desde a estrutura das células até a imunidade, garantindo aminoácidos essenciais que o corpo não produz.

Elas atuam na manutenção e renovação de tecidos, na produção de enzimas e hormônios, nas membranas celulares, no transporte de oxigênio no sangue e nos músculos, na regulação dos níveis de glicose e na coagulação sanguínea, além de estarem relacionadas à concentração, ao aprendizado e à memória.

Como incluir proteínas na rotina

Para quem deseja aproveitar os benefícios sem recorrer a uma sucessão de industrializados "high protein", a orientação é distribuir boas fontes ao longo do dia e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados:



Café da manhã: inclua opções simples como ovos mexidos, omelete, iogurte natural, leite e queijo.

  • Almoço: o tradicional arroz com feijão combina cereais e leguminosas que complementam os perfis de aminoácidos, podendo ser acompanhado por frango, peixe, carne ou ovos;
  • Lanche da tarde: opte por iogurte, leite, queijo, ovos, castanhas, sementes ou homus. Caso escolha produtos industrializados práticos, avalie a composição global (açúcar, gorduras, fibras, sódio e ingredientes), e não apenas o destaque de proteína na embalagem;
  • Jantar: evite concentrar toda a proteína do dia nesta refeição. A recomendação segue a mesma lógica do almoço, com uma distribuição mais equilibrada;
  • Suplementos: o whey protein e as proteínas vegetais podem ajudar quem tem dificuldade de atingir as necessidades diárias apenas com a comida ou busca praticidade, mas não são obrigatórios nem substituem a base de uma alimentação saudável com alimentos integrais.

Sim, excesso faz mal ao organismo

A crença popular de que o consumo exagerado de proteínas traz apenas benefícios também é combatida por profissionais de saúde. O organismo humano tem limites para absorver e utilizar os aminoácidos de forma eficiente.

Quando a ingestão ultrapassa drasticamente a necessidade fisiológica e o gasto energético do indivíduo, o excedente pode sobrecarregar órgãos fundamentais como os rins e o fígado, além de ser convertido em gordura corporal. O equilíbrio, portanto, permanece como a chave para a longevidade saudável.



Perigos: apelo comercial ultraprocessados

O apelo mercadológico em torno do conceito proteico muitas vezes mascara a presença de aditivos indesejados. Alimentos ultraprocessados que ostentam selos de alto teor proteico na embalagem frequentemente vêm acompanhados de listas extensas de ingredientes artificiais, conservantes, sódio em excesso e açúcares ocultos.

Por isso, a leitura atenta do rótulo continua como a principal ferramenta de defesa do consumidor, para garantir que o foco na nutrição não resulte em um prejuízo metabólico geral.

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