PREVENÇÃO

Vacina do HPV avança em meninas, mas falha em resgatar mais velhos

Cobertura em meninas de 9 a 14 anos chega a 82%, mas campanha para jovens de 15 a 19 anos vacinou apenas 106 mil de um universo de 7 milhões


Redação
Publicado em 27/08/2025, às 18h00

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Vacina do HPV avança em meninas, mas falha em resgatar mais velhos
Pesquisa mostra que 37% dos jovens não sabem que a vacina contra o HPV previne câncer de colo do útero - Mufid Majnun/Unsplash


O Brasil superou a média global de vacinação contra o HPV em meninas de 9 a 14 anos, atingindo 82% de cobertura, mas enfrenta dificuldades para alcançar os adolescentes mais velhos. 

Campanha de resgate para jovens de 15 a 19 anos, lançada em fevereiro, vacinou até agora apenas 106 mil do público-alvo de 7 milhões de não vacinados

A baixa adesão preocupa a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que aponta a falta de comunicação eficaz com essa faixa etária como o principal entrave. 



Avanços na vacinação de rotina

A cobertura entre meninas de 9 a 14 anos subiu de 78% em 2022 para os atuais 82%. Entre os meninos, o salto foi ainda maior no mesmo período: de 45% para 67%. 

O avanço aproxima o país da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de chegar a 90% de cobertura até 2030, um passo fundamental para a erradicação do câncer de colo do útero. 

Desde 2024, o imunizante contra o HPV é aplicado em dose única pelo SUS. 



O desafio dos mais velhos

O grande desafio, segundo o pediatra e diretor da SBIm, Juarez Cunha, é a falta de informação direcionada ao público de 15 a 19 anos. 

"Não é fácil atingir esses jovens, mas, se levarmos o recado de que a vacina pode evitar doenças graves como o câncer, teremos uma maior adesão", afirma Cunha. 

Ele também cita a "complacência" (a falsa sensação de segurança com doenças que as pessoas não conhecem) como um fator de hesitação para a vacina. 



O que diz o governo

O Ministério da Saúde informou, em nota, que espera  ampliação na adesão à campanha de resgate nas próximas semanas. 

A expectativa se deve ao início da estratégia em estados populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro, que começaram a mobilização neste mês. 

A pasta também afirmou que tem reforçado parcerias para a vacinação em escolas e para o enfrentamento à desinformação



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