Cobertura da primeira dose da tríplice viral está em 87% em 2026; município mantém busca ativa, vacinação ampliada e vigilância de casos suspeitos

Ubatuba mantém ações de vacinação e vigilância epidemiológica contra o sarampo diante do fluxo de moradores e turistas no município. Dados preliminares deste ano apontam redução na cobertura da tríplice viral entre o público infantil, enquanto equipes de Saúde adotam estratégias para ampliar o acesso às doses.
Nos últimos 12 meses, Ubatuba não registrou casos confirmados de sarampo, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. Casos suspeitos de doença febril exantemática são de notificação compulsória imediata e passam por investigação epidemiológica, coleta de amostras laboratoriais e monitoramento dos contatos.
A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para a tríplice viral é de 95% de cobertura no público-alvo infantil. Em 2025, Ubatuba alcançou 95% na primeira dose e 88% na segunda. Já em 2026, os índices preliminares são de 87% na primeira dose e 63% na segunda, conforme dados acumulados até 1º de julho.
De acordo com a Secretaria de Saúde, os números de 2026 refletem apenas o primeiro semestre. O município mantém ações para intensificar a vacinação e ampliar a cobertura.
A tríplice viral permanece disponível nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde para pessoas de 1 a 59 anos. A rede municipal também verifica a situação vacinal durante os atendimentos de rotina.
A prefeitura informou que participa de eventos oficiais com oferta de imunizantes e divulga as campanhas em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Ubatuba (ACIU), Sinhores, Secretaria Municipal de Educação e outras instituições locais.
Por causa da movimentação turística durante finais de semana, feriados e temporadas, Ubatuba mantém atuação integrada entre Atenção Primária, Unidade de Pronto Atendimento, Hospital e Vigilância Epidemiológica.
Entre as medidas estão monitoramento de casos de síndrome febril exantemática, notificação e investigação de casos suspeitos, coleta de amostras laboratoriais e rastreamento de contatos. Segundo a Secretaria, a estrutura busca permitir resposta rápida diante da possibilidade de casos importados e reduzir o risco de transmissão no município.
O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.
O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar e respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.
O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.
A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.
A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.