Município intensifica imunização contra sarampo em 31 unidades de saúde e promove ações de busca ativa para ampliar a cobertura

A prefeitura de Praia Grande informa que não registrou casos de sarampo no município em 2026, até a presente data. Em ação preventiva, a administração municipal intensifica, neste mês de agosto, a atualização do Calendário Nacional de Vacinação e orienta a população a manter as doses em dia.
A imunização está disponível nas 31 unidades de Saúde da Família (Usafas), de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. As equipes municipais fazem busca ativa e reforçam as orientações para ampliar a cobertura vacinal na cidade.
O município participa do Dia D Nacional de Multivacinação, marcado para 22 de agosto, com ampliação da oferta de imunizantes. A vacina fica disponível também em ações fora das unidades de saúde.
Entre as atividades previstas estão a presença no evento Fera Extreme, de 21 a 23 de agosto, e na Ação Cidadania, no dia 29. As iniciativas buscam facilitar o acesso, atualizar as cadernetas e fortalecer as medidas de prevenção e controle da doença.
Outra frente de medida informada pela prefeitura é que a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande promoveu reunião com profissionais da Atenção Básica e dos serviços de Urgência e Emergência, com a participação da Vigilância Epidemiológica e dos setores de Doenças Agudas e Imunização.
No encontro, os profissionais reforçaram as orientações sobre notificação, sinais e sintomas do sarampo, além da importância de atualizar o calendário vacinal. O objetivo é preparar a rede municipal para identificar e encaminhar possíveis casos.
O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.
O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar ou respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo. O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.
A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.
A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.