MAIS SEGURANÇA

Santos recebe cabines para coleta de exame de covid-19

As cabines foram doadas pela T-Grão Cargo, terminal de granéis do Porto de Santos, com apoio da iAcrilicos, que concedeu a matéria-prima a preço de curto de fabricação


Da Redação
Publicado em 22/04/2020, às 13h42 - Atualizado em 24/08/2020, às 07h33

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Divulgação/Anderson Bianchi
Divulgação/Anderson Bianchi


As unidades de pronto atendimento Central e da Zona Noroeste recebem, nesta quarta-feira, 22, uma nova aliada na proteção dos profissionais de saúde: a coleta dos exames para covid-19 que será realizada com o paciente dentro de uma cabine com estrutura em MDF e visor de acrílico transparente.

Na última segunda-feira, 20, a Secretaria de Saúde de Santos iniciou os testes dessa estrutura nas dependências do Pronto-Socorro Provisório da Zona Leste. O equipamento foi aprovado por promover mais segurança a quem realiza a coleta e economia de insumos. O paciente com suspeita de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é encaminhado para dentro da cabine. Do lado de fora da estrutura, o profissional de saúde introduz apenas as mãos e realiza a coleta das secreções das narinas e da garganta do paciente.

A cabine diminui a exposição do profissional de saúde e dispensa o uso de avental impermeável e protetores faciais, uma vez que o acrílico já cumpre a função desses equipamentos de proteção individual.



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As cabines são fruto da doação da T-Grão Cargo, terminal de granéis do Porto de Santos, com apoio da iAcrilicos, que forneceu a matéria-prima a preço de custo de fabricação. “É uma barreira bastante importante. Diminui a possibilidade de o profissional de saúde ser atingido por gotículas emitidas pelo paciente, principalmente se ele tossir ou espirrar no ato da coleta, além de ser ergonômica e não prejudicar o manejo preconizado para este procedimento”, destaca Christiane Porto, coordenadora do Pronto-Socorro Provisório da Zona Leste e do Hospital de Pequeno Porte Central.

Outro benefício é a economia em materiais de limpeza e menor tempo para a higienização. Afinal, após a coleta para exame de covid-19, o local onde foi realizada precisa ser limpo. Ao se resumir a uma cabine, torna o processo mais rápido e com menos uso de saneantes.



“Nos inspiramos em projetos feitos em Nova Iorque e desenvolvemos o nosso modelo. Após a validação da parte ergonômica, produziremos outras unidades para doação a Santos e a outras cidades”, afirma Vinicius Pina, presidente da T- Grão.

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