MAPEAMENTO

Santos inicia vistorias contra a dengue em mais de 5 mil imóveis

Avaliação de densidade larvária mapeia focos do mosquito Aedes aegypti e direciona novas ações de combate à doença no município


Redação
Publicado em 15/07/2026, às 10h17

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Santos inicia vistorias contra a dengue em mais de 5 mil imóveis
Agentes de endemias percorrem os bairros para orientar moradores e eliminar possíveis criadouros do mosquito - Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos


A cidade de Santos, litoral paulista, começou a terceira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. Ação inspeciona cerca de 5.400 imóveis para identificar focos do mosquito Aedes aegypti e definir novas estratégias de combate às arboviroses.

Neste ano, o município já contabiliza mais de 500 casos de dengue e 15 de chikungunya. Apenas nos mutirões promovidos em 2026, as equipes eliminaram mais de 1.200 focos com larvas. Durante a nova etapa, os agentes percorrem aproximadamente 600 residências por bairro selecionado.

A chefe de atividades técnicas do Centro de Controle de Zoonoses (CCZV), Ana Paula Favoreto, explica a importância do levantamento. "É uma ação de vistoria nos imóveis de todo o município de Santos, de forma amostral, que identifica possíveis criadores. Essa avaliação gera o que nós chamamos de Índice de Breteau, e com esse índice nós direcionamos novas ações na prevenção das arboviroses", afirma.



Desafio nas visitas

Durante o percurso, os agentes de saúde enfrentam a recusa de atendimento por parte de alguns moradores, o que dificulta o mapeamento. A aposentada Sandra Regina Fontes Barros, moradora da Zona Noroeste, ressalta a necessidade de colaboração da comunidade.

É importante deixar entrar para poder ver os casos que tem na cidade, para poder ter um controle", alerta a munícipe.

Além da vistoria e da coleta de amostras para análise em laboratório, os profissionais orientam a população sobre a limpeza correta dos quintais. O agente de combate às endemias João Leite detalha um cuidado essencial para evitar que o mosquito se prolifere nos ralos das casas.

"Além de colocar o cloro, é legal pegar uma vassourinha e fazer aquela limpeza no ralo para haver a quebra do ovo do mosquito, porque ele põe o ovo na barreira do ralo", explica o profissional. O trabalho das equipes ocorre de forma conjunta e contínua nos bairros santistas.



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