Utilizada há décadas na medicina popular, planta avança agora em etapa decisiva ao ser incorporada às políticas do Sistema Único de Saúde (SUS)

Os benefícios da planta quebra-pedra deixaram de ser apenas transmitidos entre gerações e passaram a ocupar espaço formal na saúde pública brasileira.
Utilizada há décadas na medicina popular, como o próprio nome sugere, costuma ser usada para ajudar na prevenção da formação de pedras nos rins e distúrbios do trato urinário.
Planta avança agora para etapa decisiva ao ser incorporada às políticas do Sistema Único de Saúde (SUS), movimento que envolve critérios técnicos, estudos científicos e o aval de órgãos reguladores.
O uso da quebra-pedra, nome popular de espécies do gênero Phyllanthus, conquistou projeção nacional após o Ministério da Saúde confirmar a planta como a primeira a integrar oficialmente a cadeia de fitoterápicos do SUS.
Iniciativa faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que busca ampliar opções terapêuticas oferecidas à população, sempre com base em evidências científicas e protocolos oficiais.
Medida representa um marco na valorização da biodiversidade brasileira aliada à ciência e à saúde pública. Saiba mais sobre fitoterápicos no Guia Informativo sobre Plantas Medicinais da USP.
Apesar da novidade, é importante citar que a inclusão da quebra-pedra às políticas do SUS não significa liberação irrestrita para consumo caseiro.
O governo federal destaca que o foco está no desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos padronizados, com controle rigoroso de qualidade, definição de dosagem e acompanhamento com profissionais de saúde.
Tradicionalmente associada ao tratamento auxiliar de cálculos renais, a planta passou por avaliações técnicas e farmacológicas antes de avançar para as políticas públicas, respeitando critérios exigidos para uso no SUS.
Além do aspecto terapêutico, adoção da quebra-pedra abre espaço para o fortalecimento de cadeias produtivas nacionais.
Assim, a proposta do Ministério da Saúde é integrar saúde, desenvolvimento sustentável e geração de renda, especialmente em regiões com vocação para o cultivo de plantas medicinais.
Para conferir quais plantas fitoterápicas o SUS tem interesse, acesse a tabela oficial.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua como principal instituição regulatória nesse processo.
Em 2025, o órgão aprovou um novo marco regulatório para medicamentos fitoterápicos no Brasil, estabelecendo regras mais claras para registro, fabricação e comercialização desses produtos.
De acordo com a Anvisa, a atualização amplia a segurança sanitária, fortalece o setor produtivo e cria um ambiente mais favorável à inovação, sem abdicar do rigor técnico necessário para medicamentos distribuídos no país.
Ao unir tradição, pesquisa científica e controle institucional, iniciativa marca novo momento para os fitoterápicos no país e amplia o debate sobre o papel do SUS na incorporação segura de terapias complementares, com atenção permanente ao uso correto e orientado de plantas.