PLANTA MEDICINAL

Quebra-pedra: o que é a planta que deve ser a primeira usada no SUS

Utilizada há décadas na medicina popular, planta avança agora em etapa decisiva ao ser incorporada às políticas do Sistema Único de Saúde (SUS)


Ana Júlia Constantino
Publicado em 02/02/2026, às 15h19

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Exemplo de planta quebra pedra
Além do aspecto terapêutico, adoção da quebra-pedra abre espaço para fortalecimento de cadeias produtivas nacionais - Foto: reprodução Guia Informativo sobre Plantas Medicinais da USP


Os benefícios da planta quebra-pedra deixaram de ser apenas transmitidos entre gerações e passaram a ocupar espaço formal na saúde pública brasileira. 

Utilizada há décadas na medicina popular, como o próprio nome sugere, costuma ser usada para ajudar na prevenção da formação de pedras nos rins e distúrbios do trato urinário.

Planta avança agora para etapa decisiva ao ser incorporada às políticas do Sistema Único de Saúde (SUS), movimento que envolve critérios técnicos, estudos científicos e o aval de órgãos reguladores.



Da tradição popular ao reconhecimento institucional

O uso da quebra-pedra, nome popular de espécies do gênero Phyllanthus, conquistou projeção nacional após o Ministério da Saúde confirmar a planta como a primeira a integrar oficialmente a cadeia de fitoterápicos do SUS.

Iniciativa faz parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que busca ampliar opções terapêuticas oferecidas à população, sempre com base em evidências científicas e protocolos oficiais.

Medida representa um marco na valorização da biodiversidade brasileira aliada à ciência e à saúde pública. Saiba mais sobre fitoterápicos no Guia Informativo sobre Plantas Medicinais da USP.



Uso controlado e desenvolvimento de medicamentos

Apesar da novidade, é importante citar que a inclusão da quebra-pedra às políticas do SUS não significa liberação irrestrita para consumo caseiro.

O governo federal destaca que o foco está no desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos padronizados, com controle rigoroso de qualidade, definição de dosagem e acompanhamento com profissionais de saúde.

Tradicionalmente associada ao tratamento auxiliar de cálculos renais, a planta passou por avaliações técnicas e farmacológicas antes de avançar para as políticas públicas, respeitando critérios exigidos para uso no SUS.



Além do aspecto terapêutico, adoção da quebra-pedra abre espaço para o fortalecimento de cadeias produtivas nacionais.

Assim, a proposta do Ministério da Saúde é integrar saúde, desenvolvimento sustentável e geração de renda, especialmente em regiões com vocação para o cultivo de plantas medicinais.

Para conferir quais plantas fitoterápicas o SUS tem interesse, acesse a tabela oficial.



Papel regulatório

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua como principal instituição regulatória nesse processo.

Em 2025, o órgão aprovou um novo marco regulatório para medicamentos fitoterápicos no Brasil, estabelecendo regras mais claras para registro, fabricação e comercialização desses produtos.

De acordo com a Anvisa, a atualização amplia a segurança sanitária, fortalece o setor produtivo e cria um ambiente mais favorável à inovação, sem abdicar do rigor técnico necessário para medicamentos distribuídos no país. 



Ao unir tradição, pesquisa científica e controle institucional, iniciativa marca novo momento para os fitoterápicos no país e amplia o debate sobre o papel do SUS na incorporação segura de terapias complementares, com atenção permanente ao uso correto e orientado de plantas.

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