Do total de nove regiões do estado do Rio de Janeiro, quatro foram classificadas pela Secretaria Extraordinária da ...

Do total de nove regiões do estado do Rio de Janeiro, quatro foram classificadas pela Secretaria Extraordinária da Covid-19 no nível baixo de risco para o novo coronavírus, com a bandeira amarela. As demais permanecem em risco moderado, com a bandeira laranja. Os dados foram divulgados na noite de ontem (21) e estão na segunda edição do Painel de Indicadores de Covid-19 .

Aparecem em amarelo nesta edição, com dados até o dia 17 de julho, que corresponde à semana epidemiológica 27, a Região Metropolitana I, que engloba a capital e a Baixada Fluminense; a Região Metropolitana II, na área de Niterói e São Gonçalo; a Baixada Litorânea e o Noroeste Fluminense.
"Esses resultados refletem a notável redução do número de casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em relação às semanas epidemiológicas anteriores, com consequente redução nas taxas de ocupação de leitos destinados à covid-19", informa a secretaria.
Na edição anterior , com dados da semana epidemiológica 25, apenas a região Norte Fluminense aparecia na Fase Amarela, mas regrediu para a Laranja. Também estão em Laranja as regiões Serrana, Centro-Sul, Médio Paraíba e Baía da Ilha Grande.
"A pontuação geral dessas regiões foi impactada pelo aumento no número de óbitos por SRAG e, principalmente, pelo aumento na taxa de positividade para covid-19", diz o boletim. O documento destaca que as regiões Centro Sul Fluminense, Médio Paraíba e Norte Fluminense estão com bandeira Laranja, mas com pontuação elevada que pode levar a um nível mais restritivo.
A tabela da Secretaria Extraordinária da Covid-19 está dividida em cinco cores. A roxa indica um risco muito alto de transmissão do novo coronavírus; a vermelha indica risco alto; na laranja o risco é moderado; com a amarela significa que é baixo; e a verde aponta um risco muito baixo.
Para enquadrar as regiões do estado nas faixas de cores são usados seis indicadores, três deles relativos à capacidade do sistema de saúde de atender os pacientes de covid-19 e três indicadores epidemiológicos, com o número de novos óbitos pela doença, casos e percentual de testes positivos em relação ao total dos exames realizados.
Na capital, segundo dados de ontem da Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de ocupação de leitos reservados para pacientes da covid-19 na rede do Sistema Unico de Saúde está em 68% para unidade de terapia intensiva e em 44% na enfermaria.
O Covidímetro da Universidade Federal do Rio , que mede a taxa de propagação do vírus no estado, indica risco ainda alto, com a taxa de contágio em 1.3 na semana epidemiológica 28. Na semana 25 a taxa estava em 1.51 e vem caindo aos poucos.
O acompanhamento do Observatório Fluminense Covid-19 mostra o estado no sinal amarelo da curva de contágios e também na de mortes pela covid-19, o que significa que o Rio de Janeiro está "quase lá" no controle da pandemia.
Edição: Valéria Aguiar