IMUNIZAÇÃO

Produção nacional da vacina contra chikungunya tem aval para baratear custos no SUS

Instituto Butantan assume a formulação do imunizante no país. Medida oficial reduz o preço da dose e facilita o acesso na rede pública


Redação
Publicado em 04/05/2026, às 16h30

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Produção nacional da vacina contra chikungunya ganha aval para baratear doses no SUS
Instituto Butantan assume a formulação e o envase da vacina em território nacional, para reduzir custo final - Divulgação/Governo de São Paulo/Divulgação


O combate à chikungunya recebeu reforço definitivo e mais barato no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fabricação local da vacina contra a doença, pelo Instituto Butantan, nesta segunda-feira (4).  A medida oficializa a instituição paulista como polo produtivo e barateia o custo do imunizante para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

A infecção causa dores intensas que persistem por meses ou anos. Pacientes com a forma crônica da doença possuem um risco 13 vezes maior de desenvolver depressão e 76 vezes mais chances de apresentar problemas de locomoção.

No entanto, a versão original da vacina dependia da estrutura da farmacêutica franco-austríaca Valneva. Portanto, a aprovação da Anvisa transfere a tecnologia para o Brasil, permite o envase nacional e o público-alvo é a população de 18 a 59 anos.



Eficácia e dose única

O imunizante Butantan-Chik utiliza a tecnologia de vírus atenuado em dose única por via intramuscular. Os testes clínicos comprovaram a alta eficácia da fórmula:

  • Ensaios com 4 mil voluntários nos Estados Unidos registraram a produção de anticorpos neutralizantes em 98,9% dos participantes;
  • No Brasil, o estudo de fase 3 apontou proteção em 100% dos adolescentes testados com infecção prévia;
  • Entre os voluntários brasileiros sem contato anterior com o vírus, a taxa de sucesso alcançou 98,8%.

O Ministério da Saúde já aplica o imunizante em uma estratégia piloto, desde fevereiro de 2026, nas cidades com maior incidência da doença. Com a confirmação da fabricação em solo nacional, a Fundação Butantan negocia a expansão da oferta e a definição de preços para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina protege exclusivamente contra a chikungunya e não tem efeito sobre os vírus da dengue nem da Zika.

Radar da imunização em São Paulo

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