FASE VEMELHA, MAS NEM TANTO

Praias cheias e comércio vazio no primeiro final de semana da fase vermelha

Primeiro final de semana da fase vermelha evidencia poucas mudanças em relação à amarela. Nova reclassificação é aguardada


Da redação
Publicado em 30/01/2021, às 16h27 - Atualizado às 17h13

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Divulgação / Internet
Divulgação / Internet


O resultado das divergências entre governo do estado e prefeituras foi mais um final de semana de aglomeração, dessa vez na fase vermelha do Plano SP. Em Bertioga os ambulantes foram autorizados a trabalhar, mas sem a montagem de conjuntos de mesas e cadeiras; em São Vicente bares e restaurantes puderam vender, mas sem consumo no local; e em Praia Grande um estranho decreto gerou mais dúvidas do que certezas para moradores e turistas. 

Durante todo o dia de sábado, 30, e parte do dia anterior, as estradas que ligam a capital ao litoral registraram pontos de congestionamento provocados pelo excesso de veículos. Quem viajou foi às praias, e se adaptou ao novo normal em piqueniques ao ar livre, ou dentro do carro mesmo e, se “o pedágio não para o comercio se ajusta”, como exemplificou um comerciante, que não quis se identificar.

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Este é apenas o primeiro de dois finais de semana na fase vermelha e dias úteis na laranja do plano estadual e uma nova reclassificação é aguardada para a próxima sexta-feira, 5. Nas últimas semanas houve aumento considerável com uma morte a cada 5 minutos provocadas pelo coronavirus em todo o estado, e a ocupação dos leitos de UTIS acima de 60% na maioria das cidades. Nos hospitais estaduais a ocupação dos leitos está acima de 70% e em alguns hospitais não há mais vaga para internações.

Carnaval

O governo do estado cancelou o ponto facultativo marcado para terça-feira de carnaval (16/02). O secretário de desenvolvimento regional Marco Vinholi volta a pedir apoio das prefeituras, mas as estradas a princípio continuam abertas independente das reclassificações.



"O governo do estado toma esta decisão por entender que, pela saúde, é o mais correto para seguir com esse arrefecimento da evolução da pandemia no estado. É um ponto facultativo, portanto, o governo do estado, tomando essa decisão, as prefeituras também têm essa prerrogativa no que tange os serviços municipais. A Prefeitura de São Paulo já tomou essa decisão, e a nossa recomendação é que sigam essa prerrogativa da ciência de medicina", concluiu Vinholi.

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