
Foto: Cesar Brustolin/SMCS
Região Da redação
A mortalidade infantil na Baixada Santista caiu 34,2% nos últimos 15 anos, conforme aponta o mais recente balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Seade.
Em 2015, a taxa foi de 14,6 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos. Em 2000, era superior a 22. No ano passado, a região teve 25.219 nascidos vivos e 369 óbitos infantis. A mortalidade infantil é o principal indicador da saúde pública segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).
O governador Geraldo Alckmin comentou os dados no estado. “O indicador que melhor retrata o estado de saúde de um país, estado e município é a mortalidade infantil. E em São Paulo fazemos um acompanhamento todo ano através da Fundação Seade. [...] Se compararmos a taxa do ano passado com o ano de 2014, tivemos uma redução de 6%. Se comparar com o ano 2000, a redução foi de 37%. Já com o ano 1990, que a taxa era de 31,2, a redução foi de 67,5%”.
A Secretaria do Estado da Saúde atribui a queda, principalmente, ao aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, o incentivo ao aleitamento materno, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O responsável pela pasta, David Uip, aponta que a diminuição no estado e na Baixada Santista é resultado de um esforço conjunto pelo poder público. “Continuaremos trabalhando para que esses indicadores continuem caindo, por meio do fortalecimento de políticas públicas de saúde que contribuam para a diminuição gradual dos índices de mortalidade infantil”.
Panorama estadual
O estado alcançou a menor taxa de mortalidade infantil da história. Nos últimos 25 anos, a queda na taxa de SP foi de 65,7%. A proporção era de 31,2 mortes a cada mil nascidos vivos, em 1990. No ano passado, o índice foi de 10,7; em 2000, era de 17 crianças em cada mil, evidenciando redução de 37,1% nos últimos quinze anos.
Os números absolutos apontam queda tanto no número de nascidos vivos quanto na mortalidade, comparando-se os dados atuais aos de quinze anos atrás. Em 2000, 699.374 crianças nasceram vivas e foram registrados 11.869 óbitos infantis, contra 632.407 nascidos vivos e 6.743 mortes, no ano passado. A diminuição é ainda maior tomando-se como referência as estatísticas vitais de 1990, quando houve 653.576 nascidos vivos e 20.384 óbitos de menores de um ano.
Em 2014, a taxa havia sido de 11,4 óbitos por mil crianças nascidas vivas. A taxa registrada coloca o estado entre as áreas de menor risco de morte infantil do Brasil.