SARAMPO

Ilhabela registra casos de sarampo? Veja situação no município

Cobertura da tríplice viral está próxima de 95%, enquanto cidade reforça multivacinação e mantém atenção ao fluxo de turistas e visitantes

Manchas vermelhas espalhadas pelo pescoço e parte superior das costas, sintoma característico associado ao sarampo
Vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo - Divulgação/Agência Brasil


Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, mantém ações de vacinação e vigilância contra o sarampo, com atenção especial ao intenso fluxo de turistas e à população flutuante.

Atualmente, Ilhabela não possui casos confirmados de sarampo, nem casos suspeitos que aguardam resultado laboratorial, conforme informações da Vigilância Epidemiológica municipal. A cidade mantém acompanhamento da situação epidemiológica em articulação com as instâncias estadual e federal de Vigilância em Saúde.

A cobertura da vacina tríplice viral está em aproximadamente 95%, percentual que corresponde à meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, segundo as informações fornecidas pelo município.



A Vigilância mantém acompanhamento da cobertura, principalmente entre crianças e adolescentes, para identificar pessoas com doses em atraso e ampliar a proteção da população.

Ilhabela promove campanha de multivacinação

Entre as estratégias adotadas está a busca ativa de pessoas com vacinação atrasada. O município também promove ações de incentivo à atualização da caderneta, principalmente entre estudantes.

Na rede municipal de ensino, a apresentação de documentação que comprove a situação vacinal atualizada da criança ou adolescente é solicitada para matrícula nas escolas públicas. A medida também auxilia na identificação de esquemas vacinais incompletos.



Ilhabela terá ainda o Dia D de Multivacinação no sábado (22). A mobilização das equipes de Saúde busca ampliar o acesso às vacinas e permitir a atualização da situação vacinal da população.

Fluxo de turistas amplia atenção da vigilância

Por causa do intenso fluxo de turistas e da população flutuante, especialmente nos períodos de maior movimento, as estratégias de vigilância não ficam restritas aos moradores de Ilhabela.

As ações são coordenadas pelo Departamento de Vigilância em Saúde, que mantém comunicação com unidades e outros serviços da rede municipal. Em eventual caso suspeito, as medidas previstas também abrangem turistas e visitantes.



Os procedimentos incluem notificação, investigação epidemiológica, acompanhamento do caso, identificação e monitoramento dos contatos e, quando indicado, bloqueio vacinal.

Sarampo

O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.

Contágio 

O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar ou respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.



Arte sarampo sintomas

Sintomas

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo. O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.

A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.



Vacinação

A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.

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