Governo libera linha de crédito para a Santa Casa de São Paulo

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Publicado em 06/12/2016, às 14h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h41

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Foto: Edson Lopes Jr

Uma linha de crédito de cerca de R$ 360 milhões será aberta para auxiliar a estruturação financeira da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O acordo foi firmado, nesta terça-feira, 6, por meio de assinatura de protocolo de intenções entre o governo federal, o presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, e o provedor da Casa, José Setúbal, no Palácio do Planalto, em Brasília.

O presidente da República, Michel Temer, destacou a atuação da Santa Casa na área da saúde. E apontou a instituição como exemplo para outras unidades do País. "A Caixa Econômica Federal faz mais que um financiamento, ela cumpre um papel social ao auxiliar a Santa Casa", disse.

Durante a cerimônia de assinatura, o presidente da Caixa explicou que o banco tem trabalhado em conjunto com o Ministério da Saúde para levar a alternativa de crédito a outros hospitais filantrópicos brasileiros. "A busca por atendimento na rede pública aumentou e é importante buscar alternativas para melhor atender à população”, enfatizou Occhi.

Problemas financeiros

Responsável por 200 milhões de atendimentos por ano, a Santa Casa passa por dificuldades financeiras. “A Santa Casa faz parte da história de São Paulo e serve a sociedade há 160 anos", afirmou o provedor da Casa. Setúbel adianta que, com o financiamento junto à Caixa, será possível resolver as dívidas com fornecedores e credores. "Acreditamos que esse novo modo de gestão e tratamento da dívida possa ser modelo para outros hospitais filantrópicos, que são responsáveis por mais de 50 % dos atendimentos feitos pelo SUS”, disse.

Fortalecimento

A iniciativa tem como base o programa de fortalecimento das entidades privadas filantrópicas e das entidades sem fins lucrativos que atuam na área de saúde (ProSUS), ação conjunta entre o Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal. O novo modelo de gestão e tratamento da dívida possibilitará financiamento com prazo para pagamento de até dez anos. “O contrato do SUS é consignado como garantia para esses empréstimos, possibilitando adimplência aos bancos que atuam no ProSUS, que visa proporcionar essa estruturação financeira para as Santas Casas continuarem a oferecer atenção às pessoas que necessitam de serviços de saúde”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

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