Vítima é um homem de 46 anos, morador da capital paulista; balanço também aponta aumento no número de prisões relacionadas à adulteração de bebidas

O governo de São Paulo confirmou, no sábado (4), a segunda morte causada por intoxicação por metanol no estado. A vítima é um homem de 46 anos, morador da capital. Segundo a Secretaria de Saúde, há 162 casos sob monitoramento, sendo 14 confirmados e 148 em investigação, incluindo sete mortes suspeitas.
O balanço também aponta aumento no número de prisões relacionadas à adulteração de bebidas. A Polícia Civil contabiliza 41 pessoas detidas desde o início do ano, 19 delas apenas nesta semana.
O número é superior ao divulgado na sexta-feira (3), quando havia 30 prisões registradas. As operações ocorreram na capital, em Diadema, Santo André, Jacareí e Jundiaí.
Milhares de materiais foram apreendidos, como garrafas, rótulos e embalagens de marcas conhecidas. A força-tarefa estadual já interditou 11 estabelecimentos, de forma total ou parcial, por suspeita de comercialização irregular de bebidas contaminadas.
A secretaria alerta que a intoxicação por metanol é uma emergência médica grave. A substância, quando ingerida, é convertida no organismo em compostos tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar cegueira e até morte.
Entre os principais sintomas estão visão turva, perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e suor excessivo. Ao perceber qualquer sinal de intoxicação, o paciente deve buscar atendimento médico imediato e acionar os canais de emergência:
As autoridades recomendam ainda que pessoas que consumiram a mesma bebida procurem o serviço de saúde mais próximo. A demora no atendimento aumenta o risco de sequelas graves e morte.
Com informações da Agência Brasil